Combate ao assédio moral no trabalho

Enviada em 30/10/2021

Criada durante o Estado Novo pelo então presidente Getúlio Vargas, a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) garantiu as trabalhadores diversos direitos antes inexistentes, como o salário mínimo, jornada de trabalho, entre outros. No entanto, tal documento não foi suficiente para cessar as dificuldades dos trabalhadores, visto que, no Brasil, o combate ao assédio no trabalho é ainda um problema recorrente no cotidiano de muitos cidadãos. Portanto, a análise dos fatores educacionais e governamentais é crucial para que essa conjuntura não faça parte do futuro verde-amarelo.

Diante dessa cenário, é válido observar a inatividade do Estado brasileiro frente ao problema descrito, visto que na Constituição Federal de 1988 é previsto a ação do poder público para evitar situações como essa. Nesse contexto, destaca-se o Artigo 1, o qual coloca a dignidade humana como direito a todos os cidadãos, o que não está de acordo com a realidade. Tal fato é perceptível ao observar que quando acontece alguma situação de assédio moral no trabalho, como humilhações por parte de algum superior, ou desprezo ao trabalhador, entre outras, este fica desmoralizado e sujeito à danos permanentes na saúde mental. Assim, de forma a não permitir que a obra Cidadão de Papel, do jornalista Gilberto Dimmenstein, a qual afirma que existem muitos direitos ao cidadãos mas não são efetivados na vida real, represente a realidade brasileira, o governo federal tem de agir com o intuito de garantir a toda a comunidade o tratamento digno previsto na Carta Magna.

Além disso, é necessário debater, o quanto o ensino educacional brasileiro deixa a desejar no quesito de formação do cidadão. Sob esse viés, o modo como é a rotina de grande parte das escolas do maior país da América do Sul pouco contribui para que o estudante seja estimulado a não desenvolver episódios de desrespeito aos colegas de trabalho no futuro. Nesse sentido, o ensino repetitivo e mecânico, o qual é baseado nas teorias behavoristas, mostram-se pouco eficazes no que tange às relações sociais no mercado de trabalho, visto que a grande parcela dos cidadãos frequentaram a escola por um grande periódo da vida deles, apesar desse método apresentar bons resultados em matérias como Matemática e Física. Assim, usando como referência o Milagre do Rio Han, nome que ficou conhecido a mudança que permitiu a Coreia do Sul torna-se uma das maiores potências asiáticas, tendo a educação como um dos alicerces, o enisno educaional brasileiro precisa ser reavaliado a fim de transformar o ambiente de trabalho de todos.