Combate ao assédio moral no trabalho
Enviada em 22/10/2021
No enredo do filme “O Diabo Veste Prada”, Andy é uma recém-contratada em uma revista de moda. Todavia, mesmo contente com seu cargo, um protagonista vive na constante indagação entre sucumbir ao seu anseio de permanecer na empresa ou pedir demissão. Tais dúvidas surgem em detrimento das torturas mentais que seu chefe realiza. Em adição, fora do cenário fictício, observa-se uma conjuntura equivalente, onde o assédio moral e psicológico tem se tornado presente na pluralidade das associações empresariais. Em sintese, visualizam-se as falhas nos devidos cumprimentos dos direitos trabalhistas, além de expor a precariedade do sistema educacional em estruturar qualificados psicologicamente capazes de liderar.
A priori, é explícito na Declaração Universal dos Direitos Humanos promulgada em 1948 o direito às condições laborais justas e favoráveis. Entretanto, os direitos supracitados apresentam deploráveis condições em diversas empresas brasileiras, uma vez que, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), cerca de três mil denúncias de abusos trabalhistas foram utilizados em 2015, sendo que apenas 20% estes seguiram para investigação. Outrossim, constata-se que apesar da existência de leis que amparem os trabalhadores, ainda presentes a ausência de fiscalização em averiguar o cumprimento das normas, concomitante com uma dificuldade comprobatória da veracidade dos casos. Dessa forma, estrutura-se uma legislação falha aliada ao descaso governamental.
A posteriori, foi explanado pelo pedagogo Paulo Freire ao dissertar sobre métodos de ensino, que quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é se tornar o opressor. De semelhante maneiraoga, uma frase expõe a falta de discernimento na estruturação do sistema de ensino onde se adota métodos rígidos e Acadêmicos, que estimulam a se tornar líderes autoritários e evasivos. Ademais, essas condições incitam a pressão psicológica sofrida e praticada no ambiente de trabalho, prorrogando ações abusivas que afetam os empregados de forma moral e psicológica.
Destarte, cabe ao Ministério da Educação, promove mudanças nas diretrizes educacionais pautadas nos Direitos Humanos, empatia e solidariedade desde a alfabetização. Assim como, o Ministério do Trabalho deve se aliar às mídias sociais como maneira de criar campanhas digitais através de postagens nos meios virtuais, que incentiva as denúncias de práticas abusivas sofridas no ambiente de trabalho, além de criar um canal de comunicação que viabilize as vítimas . Somente assim, filiadas dubias sobre o assunto serão evitadas e a qualidade do âmbito laboral será expandida.