Combate ao assédio moral no trabalho
Enviada em 25/10/2021
A Constituição Federal de 1988 aborda que: é direito de todo trabalhador a preservação de sua honra e imagem, as quais devem ser asseguradas pelo Estado e pela sociedade. Com essa lei, revela-se a importância da proteção da dignidade do operário para a vivência do indivíduo em sociedade. No entanto, nota-se a irresponsabilidade governamental no que tange ao assédio moral no ambiente de trabalho. Nesse sentido, percebe-se que o tema espelha um contexto desafiador, em razão da posição hierárquica superior conquistada pelas empresas privadas, o que causa a submissão dos empregados.
Nessa perspectiva, carece destacar que as companhias privatizadas influenciam no aumento das taxas de abusos psicológicos e físicos no trabalho, por conta da categoria elevada adquirida por essas organizações. Assim, cita-se o filósofo Zygmunt Bauman e sua teoria da modernidade líquida, a qual afirma que, na contemporaneidade, o Estado perde sua função de supremo influenciador e cede lugar às empresas privadas, o que concretiza o menosprezo ao funcionário. Simultaneamente, vê-se que essa é uma realidade vivida no Brasil, já que as firmas particulares ganham espaço, qual coisa mostra que o país enfrenta um árduo obstáculo na formação de funcionários seguros, pois a perda da identidade estatal e a ascensão das instituições privadas fortalecem o desacato ao trabalhador.
Ademais, deve-se ressaltar que os assalariados, cada vez mais, optam por permanecer nos empregos que os depreciam, ainda que essa escolha os cause danos psicológicos, por causa da cultura da superiodade aristocrata enraizada na sociedade desde o Período Colonial. Logo, menciona-se o sociólogo Sérgio Buarque, o qual acredita que as tradições Ibéricas, como a escravidão e a admiração por estrangeiros, influenciam na construção da sociedade hodierna e do desapreço ao operário. Paralelamente, observa-se que o país enfrenta as consequências dos atos colonialistas, visto que há uma barreira histórica na construção de uma sociedade moderna burocrática, pois a forte influência historial na sociedade contemporânea reforça o desprezo aos trabalhadores nas empresas privadas.
Portanto, é necessário que o Ministério do Trabalho- órgão de ampla abrangência- atente-se à classe proletária, com urgência, por meio do oferecimento de palestras, a fim de aproximar os trabalhadores dos benefícios de denunciar os assédios sofridos no trabalho e incentivar a recusa dos maus tratos ao assalariado. Associadamente, o Estado deve utilizar-se da mídia- principal meio de propagação de informações- para alertar os empregados de seus direitos quanto ao bem-estar no ambiente de trabalho, por meio de anúncios diários, com a finalidade de formar cidadãos informados. Dessa forma, tais medidas visam combater o impasse de maneira precisa e democrática.