Combate ao assédio moral no trabalho

Enviada em 06/11/2021

Através do clipe “Womanizer”,  Britney Spears perpetua a ideia da sexualização da mulher dentro do local de trabalho. Esse fênomeno, além de fomentar situações de assédio sexual já existentes, é favorável ao surgimento de ambientes em que propiciem episódios de assédio moral. Este segundo, ainda presente em muitos locais de ofício dentro do Brasil, consolida-se não só pela constância da cultura autóritária em ambientes corporativos, mas também pelo medo de demissão por parte dos funcionários.

A princípio, é evidente que o assédio moral no local do trabalho é fruto de uma cultura histórica que perpetuou-se ao longo dos anos. Nesse sentido, a diferença de posições hierarquicas dentro da empresa, fez com que os empregadores passassem a serem vistos como superiores à seus empregados, estabelecendo uma ideia de poder entre os indivíduos cujo resultado é refletido na ideia de susceptividade do funcinário a casos de humilhação. Isto é perceptível com o surgimento da Revolução Industrial, em que um burguês detentor dos meios de produção, exerce poder sobre seus empregados através de situações de insalubridade e salários precários. Dessa forma, a falta de mecanismos que rompam com tais ideais é fator decisório para a continua ocorrência desses fatos.

Além disso, o temor de perder o emprego e, consequentemente a renda por parte dos contratados, é determinante para que situações de assédio moral possam existir. O documentário “A dor (in)visível” retrata explicitamente esse evento, exibindo que muitos dos que sofrem assédio moral possuem receio de enfretar tal situação pelo medo de perder o seu posto. Assim sendo, fica imposto ao contratado o sofrimento de situações abusivas, já que para este não existe opção de escolha visto que a renda acaba sendo necessária para a sua própria subsistência. Desse modo, a ausência de ações governamentais que amparem os indivíduos acometidos de assédio moral, acabam impedindo a resolução deste.

Exposto o contexto, é necessário que o Ministério da Cidadania una-se ao da Justiça em prol da resolução de problemas referentes ao assédio moral no local do trabalho. A partir disto, fica-se vital o estabelecimento de avaliações psicotécnicas para todos aqueles que pretender abrir uma empresa com a contratação de funcionários, além do apoio financeiro à funcionários que provem casos de humilhação no trabalho. Em primeiro, busca-se preparar os contratantes para situações de respeito a seus contratados, enquanto que o outro visaria dar suporte limitado às vítimas de situações indesejáveis durante o ofício. Nisso, através dos ideais apresentados, busca-se a resolução de tais impasses bem como construção de ambientes de trabalho mais saudáveis para todos.