Combate ao assédio moral no trabalho
Enviada em 11/11/2021
Segundo o sociólogo Max Weber, as relações na sociedade acontecem através das relações de poder, onde um indivíduo obtém autoridade sob outro. No contexto do ambiente de trabalho contemporâneo capitalista, muitas relações fogem do controle gerando assédio, que é reforçado pela normalização dos abusos e pelo receio da denúncia, influenciando o estado psíquico das vítimas.
Primeiramente, Segundo a teoria da sociedade do cansaço, o corpo social está tão exausto que fecha os olhos para absurdos, tendendo normalizá-los. Nesse contexto, é visto que o fechar dos olhos nas corporações está diretamente atrelado a falta de impunidade e de debate sobre o assunto, sendo de extrema dificuldade para a vítima denunciar sua situação, levando em consideração a situação hierárquica e capitalista das relações de trabalho, onde Boa parte dos subordinados não reagem por conta da dependência financeira com a empresa.
Ademais, é notório que as consequências do assédio moral atingem o psicológico do abusado, mudando toda a visão de si mesmo. Somando-se a isso, a noção de que o ser humano é um ser social, que precisa de interações das instituições, o assédio cria um bloqueio de interação, afetando seriamente as relações dentro do ambiente do trabalho e fora dele. Logo, como exemplo disso, pode-se citar o caso que ocorreu na FIFA, em 2021, cujo funcionária era constantemente ameaçada e abusada por seu supervisor, que pela posição que ocupava na empresa acreditava que tinha poderes sobre a vítima.
Fica óbvio, portanto, que são necessárias a realização de medidas, através do Ministério da Justiça, por meio de um projeto de lei enviado à câmara, visando criar um departamento de acolhimento nas empresas, com a intenção de oferecer maior fiscalização no âmbito do trabalho para conscientizar e proteger as vítimas. Tal ação, deve ainda, oferecer pelo Ministério da Saúde, por meio do SUS, atendimento psicológico online de graça para reverter os danos causados pelo assédio no trabalho.