Combate ao assédio moral no trabalho

Enviada em 31/08/2022

Segundo o filósofo Jean Paul-Sartre, “a violência, seja qual for a maneira que ela se manifesta, sempre é uma derrota.” Tal ideia, no entanto, encontra barreiras para ser efetivada, sobretudo, no Brasil em que o assédio moral no ambiente de trabalho configura um preocupante desafio a ser solucionado. Faz-se fulcral, dessa forma, expor a negligência governamental e a omissão midiática como principais responsáveis no viés.

Em primeiro plano, é preciso analisar de que modo a máquina pública opera no revés. Acerca disso, o filósofo inglês John Locke desenvolveu o conceito de Contrato Social, a partir do qual determinou que os indivíduos cedem sua confiança ao Estado, que, por outro lado, deve garantir os direitos básicos a eles. No entanto, no país, tal contrato é diariamente quebrado à medida que as autoridades não ofertam propostas significativas que, potencialmente, objetivem impugnar situações humilhantes e constrangedoras do empregado no ambiente trabalhista. Sob esse viés, embora a Constituição Federal garanta o direito ao trabalho, o segmento estatal inoperante não cumpre seu papel, viabilizando o desemprego de pessoas vítimas dos abusos.

Além disso, a displicência da mídia tambem agrava o impasse. A esse respeito, de acordo com o naturalista Lamarck, “os indivíduos são fortemente influenciados pelo meio no qual estão inseridos.” Por esse ângulo, a rede publicitaria atua como um veículo de informação, vide internet e propagandas na televisão, ambos com grande poder de influência na sociedade, visto que através do alcance grandioso dessas redes sobre a população possam alertar no tocante as características que determinam como assédio moral no trabalho. Logo, nota-se necessário criar uma medida capaz de combater momentos desmoralizantes no local de trabalho.

É urgente, portanto, que providências sejam tomadas para valorizar um ambiente de trabalho legal e confortável. Nesse sentido, as escolas - responsáveis pela transformação social - devem pontuar em salas de aula os atributos que culminam em assedio moral, por meio de projetos pedagógicos, como palestras e oficinas capazes de estimular a empatia. Essa iniciativa teria a finalidade de desenvenvolver o senso humanitário e de garantir uma nação justa e igualitária.