Combate ao assédio moral no trabalho

Enviada em 15/11/2021

A Constituição Federal de 1988, norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro, tipifica o assédio moral no ambiente de trabalho como crime. Todavia, ao analisar a questão acerca de comportamentos abusivos no trabalho, percebe-se que esse tipo de crime, ainda, é muito presente na sociedade brasileira. Esse problema, cuja causa se relaciona, sobretudo, com a ausência de uma educação prática que prepare o indivíduo para o ambiente de trabalho, gera sérias consequências, como danos à saúde mental da vítima.

Diante desse cenário, faz-se possível relacionar o pensamento do educador Paulo Freire, que em seu livro, Pedagogia do Oprimido, afirma que a educação deve preparar o indivíduo para as situações que ele irá enfrentar durante sua vida adulta. Nessa perspectiva, infere-se que os ensinamentos de Freire não têm sido colocados em prática, uma vez que o assédio moral, ainda, está presente no ambiente de trabalho. Em virtude disso, muitos trabalhadores são vítimas de seus chefes ou colegas de trabalho abusivos e sofrem, diariamente, com perseguições, humilhações e constrangimentos durante seus horários de serviço, fato que corrobora para a necessidade de um ensino educacional  que forme sujeitos capazes de estabelecer relações sociais sadias.

Seguindo essa premissa, torna-se imprescindível ressaltar que o assédio moral no ambiente de trabalho gera consequências prejudiciais, como danos à saúde mental da vítima. Isso ocorre, em grande parte, devido ao fato da vítima ser submetida a diversos episódios constrangedores, além de situações humilhantes e ameaças, o que faz com que o funcionário trabalhe sofre grande tensão e estresse, o que provoca danos a sua saúde. Em decorrência de toda pressão que o comportamento abusivo gera, a vítima pode vir a desenvolver doenças psíquicas, como por exemplo a depressão, ansiedade, síndrome do pânico e transtorno de burnout.

Medidas, portanto, tornam-se necessárias para que o assédio moral no ambiente de trabalho não seja uma realidade no Brasil. Nesse sentido, o governo federal, com auxílio do Ministério da Educação (MEC), deve promover palestras, ministradas por pedagogos e psicólogos, nas escolas públicas e privadas de todo país, com o intuito de preparar, crianças e adolescentes, para o ambiente de trabalho  e ensinar sobra a importância da empatia e do respeito nas relações sociais, principalmente, entre patrão e empregado ou entre colegas de trabalho. Assim, o assédio moral no trabalho não será uma realidade na sociedade brasileira, uma vez que há  uma educação que prepara o indivíduo para os desafios impostos pela  sociedade, como preconizava Paulo Freire.