Combate ao assédio moral no trabalho

Enviada em 14/11/2021

A obra “O grito”, do pintor norueguês Edvard Munch, retrata uma figura em um profundo momento de desespero e preocupação. De maneira análoga à obra expressionista, tal situação de desconforto também se faz presente no atual cenário brasileiro, já que parte do tecido social sofre com assédio moral no trabalho. Nesse sentido, é lícito afirmar que a falta informação e a formação de subordinação no âmbito trabalhista contribuem para a perpetuação desse cenário negativo.

Mormente, é importante ressaltar que em decorrência da lacuna educacional no que tange o estudo sobre os direitos trabalhistas na grade curricular dos discentes, às vezes, pessoas usam disso para gerar uma hierarquia no ambiente do trabalho, levando ao assédio moral. Segundo o filósofo inglês John Locke, o Estado tem a função de garantir que os cidadãos gozem de direitos imprescindíveis. Logo, admite-se ao governo o dever dos civis saírem das instituições de ensino preparados para o ofício em meio social e trabalhista, informados sobre seus direitos e deveres, dado que, assim, o corpo social tem os seus direitos constitucionais ratificados pelo Estado e empresas, por conseguinte, entrará em equilíbrio.

Além disso, com a formação de escala no trabalho, indivíduos usam desse poderio para causar uma pressão psicológica no colega, assediando-o moralmente. Conforme a revista Consultor Jurídico, estudos conduzidos por médicos e psicólogos do trabalho mostram que o processo que desencadeia o assédio moral pode levar à total alienação do indivíduo do mundo social que o cerca, julgando-se inútil e sem forças e levando, muitas vezes, ao suicídio. Nesse viés, o Ministério da Saúde e firmas emergem como um fator decisivo para combater esse cenário antagônico, visto que, ao elaborar o acompanhamento psicológico dos civis, o âmbito social e trabalhista torna-se mais seguro e igualitário.

Portanto, medidas estratégias são necessárias para alterar esse cenário. Cabe ao Governo Federal, em parceria com empresas, por meio de verbas governamentais, implementar a educação emocional e laboral nas instituições de ensino e, por intermédio de palestras em praças públicas, escolas ou em redes de telecomunicações, orientar a população sobre os seus direitos, informando-os sobre quais medidas recorrer em casos de assédio moral no trabalho. Desse modo, essa lacuna educacional será inibida, os cidadãos serão formados mais autônomos e informados, o assédio moral será atenuado e a sociedade entrará em equilíbrio, enfim removendo o “Grito” do ambiente trabalhista.