Combate ao assédio moral no trabalho

Enviada em 15/11/2021

O romance filosófico “Utopia“-criado pelo escritor inglês Thomas Morus no século XVI-retrata uma civilização perfeita e idealizada, na qual a engrenagem social é altamente segura e desprovida de conflitos e problemas. Tal obra fictícia mostra-se distante da realidade contemporânea no tocante a questão do assédio moral no trabalho, problema ainda a ser combatido no Brasil. Esse panorama lamentável ocorre não só em razão da insuficiência legislativa, mas também a exploração do trabalhador. Desse modo, torna-se fundamental análise dessa conjuntura para reverter esse quadro.         Nessa linha de raciocínio, é primordial destacar que a carência legislativa na questão do assédio moral no trabalho deriva da ineficácia do poder público, no que concerne a criação de mecanismos, os quais coibam tais recorrências. Sob a perspectiva do filósofo contratualista John Locke, o Estado foi criado por um pacto social para assegurar os direitos fundamentais dos indivíduos e proporcionar relações harmônicas. Entretanto, é notório o rompimento desse contrato social no cenário hodierno brasileiro, visto que é devido a baixa de atuação das autoridades, que o assédio moral no ambiente de trabalho tem crescido cada vez mais, se caracterizando na desmoralização de funcionários, e que pode ocorrer entre “superiores“ e empregados, ou entre colegas de trabalho. Destarte, fica evidente a ineficiência da máquina administrativa na resolução dessa situação caótica.

Além disso, a exploração do trabalhador apresenta-se como outro desafio da problemática. No aclamado desenho animado Bob Esponja, é retratado essa exploração,uma vez que o chefe do Bob Esponja, o seu sirigueijo, abusa dele de diversas formas, como sobrecarregando ele com uma jornada exaustiva de trabalho,e sonegando os seus direitos. Tal conceito abordado é materializado no Brasil,haja vista que diversos trabalhadores se submetem a essa exploração por medo de não encontrarem outros empregos.Logo, tudo isso retarda o combate ao assédio moral no trabalho,já que a exploração do trabalhador contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Infere-se, portanto, a necessidade de mitigação dos entraves em prol da diminuição da assédio moral no trabalho. Assim, cabe ao Ministério do Trabalho, investir em campanhas e palestras comunicativas entre patrões e empregados,através de campanhas midiáticas sobre como o assédio moral pode afetar o psicológico de uma pessoa,e deve também auxiliar em práticas de denúncias de qualquer abuso, bem como a contratação de um psicólogo nas empresas de forma gratuita. A fim de se estabelecer um ambiente saudável no trabalho. Dessa forma, poder-se-á concretizar a “Utopia” de Morus na sociedade brasileira.