Combate ao assédio moral no trabalho
Enviada em 19/11/2021
O longa-metragem ‘‘O diabo veste Prada’’, retrata a vida de uma jornalista que trabalha em uma famosa revista de Nova York, onde sofria diversas humilhações de sua chefe, por suas rígidas exigências. Na realidade, lastimavelmente, ainda é notório episódios infelizes como aborda o filme, dando progressão ao desafio do combate ao assédio moral nos ambientes de trabalho, cujo ainda se perpetua, de forma indireta, na hierarquização do meio organizacional, e na subordinação do eixo feminino em processos ocupacionais.
Com base na historiografia, os meios laborais são estruturados de forma hierárquica, concentrando o poder a determinado compontente. Destarte, a atualidade não se mostrou contrária a esta lógica, se consentindo a partir do sensorial comum, pelo qual é vivido na contemporaneidade. Assim, com a lógica de poder, a elite empresarial usa tal autoridade subentendendo a inferioridade dos colaboradores, de modo que silencie os anseios do mesmo, ocasionando em transtornos psicológicos. Tal abuso, contraria a concepção da Teoria das Relações Humanas, criada pelo sociólogo Elton Mayo em 1927, atribuida nas atividades fabris, com a finalidade de zelar pelos sentimentos dos trabalhadores. Portanto, o abuso de poder, ramifica a violência moral, de forma extremamente insensível às necessidades e comoções do indivíduo, gerando sentimentos de angústia, incapacidade e por fim levando à omissão de denúncia e direitos.
Atualmente, sabe-se que o país cultua uma sociedade demasiadamente machista, uma vez que mulheres são altamente subordinadas no mercado de trabalho e Organizações. Consoante dados do Tribunal Superior do Trabalho, o Brasil registrou uma média de quase sete atos de assédio por dia no ambiente de trabalho, em 2020, sendo 47% contra mulheres. Nessa perspectiva, é evidente a ideologia de superiorização do sexo masculino em atividades e oportunidades laborais, visto que, mulheres estão altamente propensas a sofrerem um tipo de violência, ora moral ou sexual, por parte da elite ou colegas de trabalho. Por conseguinte, o grupo feminino omite os episódios de assédio vivenciados, por medo do desmeprego, além do fato de insuficiência na prática de leis já existentes. Assim, os trabalhadores não dispõem do apoio esperado do poder público, inegavelmente, pela impotência das leis trabalhistas que asseguram proteção, como também o veto do posicionamento feminino.
Em suma, a violência moral persiste na contemporaneidade de forma nociva, fato pelo qual carece atenção do Estado. Desta forma, é imprescindível a atuação do Poder Legislativo, na imposição de leis concisas para o bem-estar do colaborador, além da implementação de programas de incentivo à mulheres em situação de omissão, a fim de tornar esta prática incomum na sociedade.