Combate ao assédio moral no trabalho
Enviada em 18/11/2021
“Construímos muitos muros e poucas pontes”. Essa afirmação do cientista inglês Isaac Newton reflete a postura da sociedade diante o assédio moral no âmbito de trabalho. Ademais, a desigualdade social e a crise financeira que o país enfrenta torna a situação ainda pior. Por isso, é necessário que se tomem medidas eficazes para o combate de tal problema.
Nessa lógica, a desigualdade social potencializa o cenário caótico do abuso moral no serviço. Outrora, é válido ressaltar o pensamento do escritor Ariano Suassuna, no qual a nação brasileira é constituída de 2 vertentes, a dos despossuídos e dos privilegiados. A luz dessa lógica, expõe a falta de apatia das instituições em organizar as tarefas e distribuir de forma igualitária entre os setores da empresa, ou seja, sem sobrecarregar apenas uma equipe, o que promove a diferença social no trabalho.
Deve-se analisar, ainda, a crise financeira que o país enfrenta nessa poderosa problemática. Outrossim, o medo da demissão se torna maior que os abusos sofridos pelo funcionário, o que de fato pode acarretar em sérios problemas psicológicos. Essa situação pode ser conceituada pela “Teoria do Habitus”, de Pierre Bourdieu, sociólogo francês, que é definido como a habitualidade da sociedade diante situações, mesmo que perniciosas, contribui para que o empregado suporte tal “humilhação” e se mantenha no serviço devido a inflação e a escassez de emprego. Assim, é crucial mitigar o assédio moral no trabalho. Dessa forma, cabe ao Estado - detentor dos recursos públicos - investir no mercado brasileiro, por meio do setor privado e o próprio estatal na construção de “pontes” que gerem empregos para a sociedade. Além disso, cabe a mídia, devido ao seu alto poder de alcance, por meio das redes sociais atuar na desconstrução que o assédio é algo “comum”, visando à formação de uma sociedade mais justa e igualitária. Diante disso, a curto e longo prazo será possível construir mais pontes em vez de muros.