Combate ao assédio moral no trabalho

Enviada em 28/01/2022

De acordo com a filósofa Hannah Arendt, “A essência dos Dieitos dos humanos é o direito a ter direitos”, essa frase aponta para a importância de os direitos serem mantidos na sociedade. Entretanto, na contemporaneidade Brasileira, o assédio moral no trabalho apresenta impasses na manutenção dos direitos humanos. Nesse contexto, torna-se evidente como causas a deturpação ética e a discriminação de gênero e raça.

É indubtável, nesse contexto, que a questão da desfiguração ética é um grande responsável pela complexidade do problema. Nesse sentido, a produção do filme “Azul é a cor mais quente” (2013), em que as atrizes princincipais, foram obrigadas a gravar cenas de sexo por 13 horas, como parte de seu expediente, deixando-as vulnerabilizadas. O ocorrido com as atrizes se faz presente no corpo social brasileiro, visto que, uma parcela significativa de mulheres sofrem com esses tormentos, e muita das vezes, quando reprimidas, se calam diante de tais situações. Desse modo, é imprescindível que essa problemática seja revertida.

Outrossim, é notório, que a discriminação racial ainda é um grande impasse para a resolução do quadro atual. Sob essa ótica, a série de televisão da emissora HBO, “Insecure”, mostra as dificuldades da mulher negra no emprego. Ilustrado pela protagonista Issa Dee, que tem sua criatividade negligenciada por seus parceiros brancos no setor de trabalho. Dessa forma, evidencia o pensamento etnocêntrico, afetando a autoestima das mulheres afrodescendentes, pois não se sentem representadas.

Sendo assim, é indispensável a adoção de medidas que venham assegurar a resolução da realidade. Dessa forma, é dever do Governo Federal junto ao Ministério da Educação desenvolver um plano estratégico que vise capacitar a população, provendo, com isso, relações harmônicas na esfera institucional e maior vínculo com os demais funcionários, a fim de que possamos ressignificar o setor de trabalho, consequentemente, que atenda o pensamento da Filósofa Hannah Arendt.