Combate ao assédio moral no trabalho
Enviada em 18/11/2021
No conto “Teoria do Medalhão”, Machado de Assis estabelece uma análise de comportamentos socialemente controversos. De maneira análoga a isso, o combate ao assédio moral no trabalho. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a carência de informações a respeito e a falta de empatia do opressores.
Em primeira análise, é evidente as poucas informações sobre assédio moral no ambiente profissional. Sob essa ótica, infelizmente, grande parte dos trabalhadores veem o assédio de forma naturalizada, uma prova desse cenário é uma pesquisa do Risco Comportamental (IPRC), que afirma que mais de 20% dos profissionais toleram o assédio moral como algo aceitável. Dessa forma, é preciso que essa naturalização seja desconstruída.
Além disso, é notória a ignorância dos opressores como causa da problemática. Desse modo, segundo Kant, filósofo alemão, “O ser humano é aquilo que a educação faz dele”, seguindo essa linha de raciocínio, pode-se afirmar que o autogrático age de maneira opressora por não ter sido ensinado que o trabalho deve ser um lugar de bom convívio, e não de humilhações e constrangimentos para com os colegas. Dessa maneira, é necessário que eventos como esses sejam evitados.
Despreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham ampliar o combate ao assédio moral no trabalho. Dessa maneira, cabe a mídia a exemplo da TV, redes sociais e rádio com sua grande influência na sociedade, promoverem campanhas sobre os malefícios do assédio moral no trabalho. Tal ação, tem como objetivo que os funcionários se sintam acolhidos e seguros para denunciarem. Somente assim, a teoria do medalhão não será real.