Combate ao assédio moral no trabalho

Enviada em 20/11/2021

“Os fatos não deixam de existir apenas por serem ignorados”. A declaração feita pelo escritor e filósofo inglês Aldous Huxley, ao ser analisada sob a atual conjuntura do país, nos permite refletir sobre como o assédio moral no trabalho tem se tornado um problema grave na sociedade, e como ele tem sido negligenciado. Nesse sentido, fatores como a falta da aplicação correta dos direitos trabalhistas em consonância ao cansaço físico em virtude do excesso de trabalho não podem ser desprezados, visto que esses são os principais elementos da problemática atual.

Após a consolidação das leis trabalhista no governo do presidente Getúlio Vargas, em 1943, ampliou-se os limites dos trabalhadores, de modo que todos tivessem sua dignidade garantida e assegurada perante a lei. Entretanto, a sociedade ainda se vê num impasse, na qual muitos dos profissionais sofrem assédios morais no trabalho, de acordo com o IBGE, em 2019, 27% da população ativa não tinha registro na carteira adequado, logo, a devida remuneração também não era apropriada, ademais, muitos confirmaram que tal decisão foi imposta pelo empregador, com a prerrogativa de baratear os custos do profissional. Portanto, é inadmissível que haja inúmeras leis trabalhistas e nenhuma delas sejam exercidas da forma correta, seja por falta da difusão do conhecimento ou pela irresponsabilidade dos empregadores.

Somado a isso, vale ressaltar que excesso de tarefas no trabalho é outro elemento que dificulta o assédio moral no trabalho. De acordo com filósofo Mario Portella, “a mente está destinada a seguir à natureza, a fim de manter o equilíbrio”, entretanto, a agenda dos psicólogos estão se enchendo. Em uma pesquisa feita pelo portal de notícias G1, em 2019, 56% dos trabalhadores acima de 25 anos já passaram ou passam por terapias psicológicas, a fim de amenizar a carga mental na qual o trabalho empõe. Isso nos mostra a falta de valores humanos, onde a única função do trabalhor é trabalhar, e logo, não deixaremos as tarefas nem para sermos humanos.

Desse modo, é importante que o estado tome providências para alterar o quadro atual. Para diminuir o assédio moral no trabalho, urge que o ministério do trabalho amenize, por meio de campanhas publicitárias e investimento em psicólogos treinados nos ambientes de trabalho, visando a difusão dos direitos trabalhistas e o bem-estar dos empregados. Assim, será possível a médio prazo, alterar o quadro da realidade brasileira que está lidando com a temática em questão.