Combate ao assédio moral no trabalho
Enviada em 22/11/2021
Segurança, igualdade e bem-estar são alguns dos direitos garantidos desde o preâmbulo da Constituição brasileira. No entanto, tais direitos não são benefícios conhecidos pelas pessoas que sofrem assédio moral no trabalho frequentemente. Dessa forma, configura-se um grave problema, em virtude da normalização do assédio no ambiente de trabalho e da desimportância a qual o trabalhador é submetido.
Em primeira análise, a naturalização do assédio moral sofrido pelo trabalhador é um grande impasse para a resolução do problema, visto que muitas vezes a própria vítima normaliza a situação, seja por questões culturais impostas pelo patriarcado ou por medo de perder o emprego. A filósofa Hannah Arendt conceitua esse tipo de fenômeno como “banalidade do mal”, quando os indivíduos passam a não reagir ao mal que lhes foi causado e convivem com isso normalmente. Dessa maneira, a vítima se acostuma com o assédio e, por fim, não denuncia ou procura ajuda.
Além disso, é importante ressaltar o quanto os trabalhadores têm seus direitos negligenciados, comprovando o conceito marxista do “mais-valia”, no qual a mão de obra é explorada para o ganho dos empregadores. Desse modo, a exploração engloba o assédio moral sofrido por milhares de brasileiros, que não recebem o apoio das empresas onde trabalham para a resolução da questão.
É evidente, portanto, que medidas são necessárias para a reversão desse cenário. Para que isso ocorra, o Ministério do Trabalho deve promover campanhas de incentivo à denúncia do crime de assédio moral, por meio de palestras e propagandas nas redes sociais, produzidas com relatos de vítimas reais, a fim de estimular a importância da denúncia e de combater o assédio moral no ambiente de trabalho. Dessa forma, espera-se construir um país melhor.