Combate ao assédio moral no trabalho
Enviada em 10/05/2022
O sucesso cinematográfico “O diabo veste Prada” retrata situações humilhantes que uma importante empresária do ramo da moda impõe à sua assistente. Ela era obrigada a trabalhar horas a fio, desempenhar funções que não eram atribuições de seu cargo além de se envolver na vida pessoal da chefe. Longe das telas, no Brasil contemporâneo, o assédio moral é uma realidade a ser combatida e para tal, é preciso entender suas causas e consequências.
Em primeiro plano, é necessário saber que o desconhecimento que a classe trabalhadora possuí de seus direitos é um fator determinante na perpetuação desse mal. Possuir um ambiente laboral sadio é garantido pela Consolidação das Leis Trabalhistas, entretanto muitos ainda desconhecem essa norma. Nesse sentido, de acordo com o filósofo grego Platão, o não saber é o caminho para permanecer na escuridão, ou seja, nas palavras do pensador, a alienação dos funcionários garante a perpetuação do assédio.
Por conseguinte, ocorre a banalização das situações constrangedoras em locais de trabalho. Segundo Paulo Freire, o conformismo ocorre quando um grupo de pessoas é exposto a situações negativas que perpassam impunes, de forma que o mal se torne rotineiro. Assim, devido a sua exaustiva reiteração, essa atitude criminosa perde seu agravo. Essa acomodação leva a um baixo índice de denúncias que, conforme divulgado pelo Ministério Público do Trabalho, apenas 10% dos casos são denunciados.
Logo, medidas precisam ser tomadas para mitigar esse problema. O Ministério da Justiça deve promover campanhas publicitárias que divulguem em redes socias e canais de televisão as leis trabalhistas que garantem um espaço laboral adequado, retirando-os da escuridão do desconhecimento. Dessa forma, munidos dos seus direitos, os cidadãos reconhecerão as situações de assédio e poderão combate-las. Feito isso, situações como as vistas no filme serão menos comum no cotidiano.