Combate ao assédio moral no trabalho
Enviada em 23/10/2022
A novela “Cheias de Charme” da Rede Globo traz em seu enredo a história de três empregadas domésticas conhecidas como “empreguetes”, que sofriam repetidas humilhações e constrangimentos por parte de seus patrões no ambiente de trabalho. Fora da ficção, a trama encontra verosimilhança nos setores público e privado, acarretando prejuízos psiquicos e sociais aos vitimados. Sendo assim, é importante considerar a problemática do assédio moral no trabalho e as formas de combatê-lo.
Diante desse cenário, é importante destacar, primeiramente, a importância da educação na formação moral e itelectual das pessoas. Nesse sentido o filósofo Imanuel Kant traz a assertiva: “O homem é resultado da educação que recebeu”. Tal situação demonstra o porquê de muitas pessoas, seja por falta de educação escolar ou doméstica, agirem dessa forma, maltratando pessoas no seu ambiente de trabalho. Logo, essa temática mostra a necessidade de mais investimento educacional no país.
Ademais, outro fator que pode contribuir para a minimização do assédio no trabalho é estimular as vítimas a denunciarem o agressor. Sob esse viés, dados Ministério Público do Trabalho mostram que menos de 50% dos atos de assédio são denunciados, o que causa uma subnotificação dos casos e a impunidade dos agressores. Dessa forma, é necessário motivar as pessoas a buscarem seus direitos, pois o assédio é um crime previsto no código penal e deve ser combatido por toda a sociedade.
Portanto, sabendo disso, é necessário tomar medidas efetivas para combater essa situação. Para isso, o Ministério Público do Trabalho, órgão cujo papel é fiscalizar o cumprimento da legislação trabalhista, deve propor ao poder legislativo a criação de leis que tornem a obrigatoriedade por parte das empresas públicas e privadas a confecção de capacitações anuais para seus servidores. Tal ação será realizaza por meio de oficinas que versem sobre direitos trabalhistas, empatia, solidariedade e crimes cometidos no ambiente de trabalho, a fim de que as pessoas possam ser protegidas, e o local de trabalho seja um lugar de crescimento profissional e respeito, diferentemente do ocorrido na trama das “empreguetes”.