Combate ao preconceito contra as pessoas com nanismo
Enviada em 08/11/2025
Na idade média, o bobo da corte era caracterizado pelo caricato e pelo grotesco, que utilizava o riso para expor verdades e mazelas da sociedade da época. Sendo pessoas com nanismo comumente vítimas desse cargo de bufão, eram alvos constantes de humilhações físicas e morais com apenas um intuito: divertir o rei quando o mesmo se encontrava necessitado de divertimento. Na contemporaneidade, pessoas com nanismo enfrentam todos os dias, obstáculos perante a sociedade como invisibilidade social e sua estigmatização desde os primórdios da história humana.
Sob esse viés, na novela “Do Outro Lado do Paraíso”, uma personagem com nanismo destacou-se na trama, atraindo momentaneamente o público para a situação da invisibilidade da pessoa com nanismo. A omissão da acessibilidade urbana em ônibus e estabelecimentos públicos, enfatiza essa invisibilidade, além da ausência de oportunidades trabalhistas. Grande parte causada pelo preconceito e a estigmatização histórica da pessoa com nanismo.
Ademais, em 1932, o filme americano “Freaks”, mostrou como a sociedade da época associava pessoas com nanismo. Caricatas, infantilizadas e ainda sendo expostas como parte de um jardim zoológico humano exótico. Até o início do século vigente, a pessoa com nanismo ainda era vista como chacota pelos programas televisivos, resquício da estigmatização sofrida por séculos. Consequentemente, a visão condicionada da sociedade para com a pessoa com nanismo, é tristemente tratada com banalidade e repleta de limitações por sua estatura, demonstrando dificuldades de aceitação social para com esses corpos.
Isto posto, é notável que o preconceito contra as pessoas com nanismo é alarmante diante da sociedade atual. No entanto, é possível combater esse preconceito com projetos de inclusão em propagandas, nas redes sociais e na televisão, como foi feito na novela. Abrindo não só oportunidades de empregabilidade como a devida visibilidade da pessoa com nanismo sem esteriótipos, esmorecendo pouco a pouco a visão histórica negativa da pessoa com nanismo, incluindo esses corpos seus lugares na sociedade como cidadãos respeitados, como sempre deveria ter sido desde o início da história humana.