Combate ao preconceito contra as pessoas com nanismo

Enviada em 09/03/2026

Erguida como alicerce jurídico da nação, a Constituição federal de 1988 foi concebida para sustentar um edifício social pautado na justiça, na igualdade e na liberdade. Contudo, o combate ao preconceito contra as pessoas com nanismo no Brasil, revela rachaduras nesse alicerce, uma vez que direitos – como a igualdade social- ainda não se concretizam para toda a população. Esse quadro explica-se, sobretudo, pela negligencia governamental e o preconceito enraizado.

Outrossim, é fundamental considerar que a ineficiência estatal agrava o preconceito. Tal fato, ocorre, pois, de acordo com filósofo Zygmunt Bauman, o Estado materializa-se como “Instituição Zumbi”, descrita como presente na sociedade, mas ineficaz no cumprimento do seu papel com eficácia. Sob essa ótica, a crítica de Bauman é concretizada na inercia estatal em não realizar medidas contra o etarismo na sociedade, haja vista de representação por parte da legislação antidiscriminatória, como carência de leis eficazes contra a discriminação. Dessa forma, é inaceitável que o descaso do governo pendure no corpo social.

Diante desse cenário, percebe-se que o principal entrave para superar o preconceito contra as pessoas com nanismo na sociedade é a aversão consolidada. Nessa perspectiva isso acontece porque, segundo o físico Albert Einstein, é mais fácil desintegrar um átomo do que o preconceito. Nesse âmbito, á reflexão do pensador é presente na sociedade atual, visto que existe pouca representatividade no cenário de políticas públicas, como programas de inclusão e leis de proteção contra a discriminação, havendo priorização de um padrão estereotipado, o que gera inferiorização de um grupo que já é socialmente afetado. Dessa maneira, é inadmissível que em um país cuja bandeira expressa “Ordem e Progresso”, tenha ainda pessoas, que desrespeitam os direitos de uma parte da sociedade.

Portanto, em virtude de combater o preconceito contra as pessoas com nanismo, medidas devem ser tomadas. Assim, cabe ao governo federal-instância máxima de administração do poder executivo- criar campanhas educativas que politizem a sociedade e eduque os cidadãos. Tais medidas teriam por finalidade acautelar o bem-estar social e a manutenção da educação de qualidade. Por conseguinte, dessa maneira a ordem social será estabelecida e o progresso tornar-se-á possível.