Combate ao preconceito contra as pessoas com nanismo

Enviada em 10/04/2026

“O sonho da igualdade só cresce no terreno do respeito pelas diferenças”. Frase dita por Augusto Cury, psicólogo e autor, levanta a relação entre igualdade e respeito. Em contraste, no cenário atual do país, grupos minoritários ainda são alvos de desrespeito, o que situa seu bem-estar em risco. Pessoas com nanismo, condição que acomete o desenvolvimento físico, são vítimas desses preconceitos. Perpassa que a sociedade discriminatória e a invisibilidade estatal são responsáveis pela perpetuação desses estigmas que devem ser combatidos.

Frequentemente, pessoas com nanismo são alvos de assédio moral pela coletividade, o que evidencia a presença de um viés negativo contra esse grupo. Comenta Michael Foucault, filósofo francês, a normalização da sociedade, ou seja, a classificação da população em normal ou anormal, que é internalizada e reproduzida pelo povo. Tal conceito pode ser imediatamente percebido na realidade dos invíduos com nanismo pela segregação social que acomete-os e os seus efeitos negativos, como o profundo sofrimento e exclusão em diversas áreas. Portanto, o combate a essa realidade é urgente e essencial.

Além disso, o Estado frequentemente ignora a existência desse grupo, o que contribui para o apagamento societal destes indivíduos, pois não os dá um ambiente adequado para a realização de suas capacidades, exemplifica-se a ausência de políticas e espaços públicos direcionados a pessoas com nanismo, o que também diminui sua qualidade de vida física e psicológica. Logo, cria-se uma imagem de inabilidade natural, os excluindo de diversas oportunidades. Desta forma, mostra-se o importantíssimo papel do Estado contra esse problema.

Sendo assim, a discriminação contra cidadãos com nanismo deve ser urgentemente resolvida. O corpo estatal tem um papel de primazia nesse combate, logo, o ministério da educação, principal regulador educacional do Brasil, em parceria com o ministério das cidades, devem criar projetos para incentivar a inclusão da população com nanismo, por meio de palestras em escolas que desmistificam preconceitos, e criar espaços nas cidades, por meio da construção de locais que oferecem cursos profissionalizantes e contato social entre essas pessoas. Assim, pela inclusão e respeito a diferença, poderá ter igualdade.