Combate ao preconceito contra as pessoas com nanismo

Enviada em 19/08/2024

O filme “O amor é cego” conta a história de um homem superficial, que ao ser hipnotizado, passa a ser capaz de ver beleza mesmo em pessoas que não considerava atrativas. Paralelamente, nota-se na atualidade uma preocupação excessiva com a aparência, que acaba, muitas vezes, excluindo aqueles com deficiências ou disparidades físicas, como os portadores de nanismo, que sofrem de preconceitos e humilhações devido a sua aparência. Por conta disso, torna-se necessário debater formas de combate ao preconceito contra pessoas com nanismo no Brasil.

Primeiramente, vale ressaltar que a falta representatividade do nanismo nas mídias provoca uma desumanização dos portadores, ocasionado pelo estranhamento daqueles sem conhecimento e comentários maliciosos. Por outro lado, ao incentivar a produção de filmes com personagens com nanismo, como “Branca de neve e os sete anões” e a atuação dos mesmos, por atores com essa mesma deficiência, como é o caso do ator “Peter Dinklage”, auxiliam na desestigmatização do transtorno, uma vez que o público passa a simpatizar com os personagens.

Além disso, o uso de termos pejorativos como “anão”, não só abalam o psicológico daqueles afligidos com nanismo, como também os desincentiva a conviver em sociedade, principalmente em ambientes acadêmicos. Da mesma forma, o bullying e comentários depreciativos podem desencadear em transtornos mentais e medidas extremas para se encaixar no padrão, como cirurgias de alongamento ósseo, silicones e harmonização facial.

Portanto, com o objetivo de combater o preconceito contra pessoas com nanismo, cabe ao governo federal, através do Ministério da Cultura, trazer representatividade do nanismo para a população e conscientizá-los sobre a deficiência. Para isso, é essencial o uso das redes sociais para dar voz aos deficientes e garantir sua inclusão na sociedade através de cursos profissionalizantes. Assim, será possível tornar o Brasil um país acolhedor e compreensivo com as diferenças.