Combate ao preconceito contra as pessoas com nanismo

Enviada em 20/08/2024

Na série Game of Thrones, observa-se maus tratos recorrente a um personagem pertencente a uma família nobre apenas por sofrer de nanismo. Analogamente, hoje em dia, no Brasil, evidencia-se com frequência o preconceito contra pessoas com nanismo, tal que muitos desses cidadãos perdem parte de seus direitos constitucionais. Nesse viés, explicita-se o cerne da problemática supracitada, que ocorre devido a ausência inclusiva e a negligência estatal.

Pode-se afirmar, em primeiro lugar, que inexistir inclusão desses povos em meio social torna-se um fator agravante ao caso. Como exemplo, atualmente, houve polêmica por decisão da companhia Disney, que optou em substituir anões por “criaturas mágicas” na obra Branca de Neve, porém, o público criticou essa atitude, pois torna invisível a inclusão dos possuidores de nanismo. Logo, a partir do momento em que presencia-se o sumiço de referência dessas pessoas em obras midiáticas, como consequência, é retirado parte da familiarização que existiria com o público possuidor de nanismo, deixando-os mais vulneráveis a segregação, e assim, tornando-os vítimas de preconceito.

Paralelamente, é fulcral que as ações estatais preservem os direitos desse grupo. Ademais, conforme a literatura “O Cidadão de Papel”, do autor Gilberto Dimenstein, por descaso governamental, os direitos do povo estabelecem-se somente no papel, assemelhando-se com o cenário brasileiro. Isso acontece porque, segundo pesquisa da CNN Brasil, pessoas com essa deficiência sofrem de problemas de convívio. Portanto, há dano aos direitos dessa parcela dos brasileiros por conta da ausência do comprometimento governamental em melhorar a infraestrutura urbana para ampliar a qualidade do convívio social delas.

Em síntese, urge medidas para ampliar a inclusão desse grupo na sociedade. Para isso, o Ministério da Saúde deve ampliar verba para a criação do Projeto Inclusão. Este projeto prestará assistência social as pessoas que sofrem de nanismo, assim, enviará agentes fiscalizadores para realizar reformas de adequação na infraestrutura pública, além de investir na implementação de pessoas com nanismo no meio artístico, por meio do engajamento midiático nas redes sociais, a fim de incluir essa parcela social no ambiente público e artístico.