Combate ao preconceito contra as pessoas com nanismo

Enviada em 20/08/2024

O filme “No Ritmo do Coração” expressa com verossimilhança as dificuldades enfrentadas por pessoas fora do padrão social ou com limitações físicas, para serem inseridas na sociedade de forma digna e sem preconceitos. Dessa forma, pode-se apontar o raso combate a falas e ações capacitistas e a falta de capacidade de aceitar o diferente, como principais pontos que corroboram a perpetuação de preconceitos contra as pessoas com nanismo.

Por conseguinte, percebe-se que falas e ações capacitistas estão intrínsecas na estrutura social brasileira por ser possível visualizar no cotidiano a normalização de piadas sobre limitação física de anões e sua nítida dificuldade de conseguir se inserir no mercado de trabalho. Nesse contexto, é preocupante um grupo social ser limitado de exercer alguma atividade econômica ou não, por preconceitos que não minimiza sua capacidade produtiva.

Por outro lado, não é novidade a existência da falta de capacidade das pessoas de aceitar o próximo com suas diferenças, seja pela falta de capacidade de ouvir ou pela perpetuação de preconceitos estruturais enraizados na sociedade. Desse modo, influenciando diretamente na continuidade de preconceitos contra pessoas com nanismo, e também vale ressaltar o conceito “Banalidade do Mal” de Hannah Arendt mostrando que devido a massificação social criou-se pessoas sem a capacidade de pensar ou aceitar as diferenças corroborando a ideia de intolerância.

Ao se analisar a problemática, urge, portanto, medidas a serem tomadas. Assim, cabe ao Ministério da Educação, que tem como função promover melhor qualidade de vida à população, conjuntamente com o governo promover mais rigor no combater a falas capacitistas e criar grupos de discursões voltado ao respeito ao próximo, com o objetivo de mitigar a perpetuação social de falas preconceituosas contra pessoas com nanismo, por meio de mais investimentos em pontos de apoio comunitários para abranger mais lugares e buscar maior interesse do setor público para aprovar leis mais rígidas no combate ao preconceito.