Combate ao preconceito contra as pessoas com nanismo

Enviada em 20/08/2024

Desde a eclosão do movimento iluminista no século XVIII, há um constante esforço por parte de intelectuais e políticos para erradicar o preconceito do seio das sociedades humanas. No entanto, passados duzentos anos, Albert Einstein, renomado físico do século XX, disse sua famosa frase “é mais fácil desintegrar um átomo do que acabar com um preconceito”. Deste forma, percebe-se a pouca evolução na conquista do ideal de uma humanidade livre de discriminações. Assim, uma pequena parcela da população brasileira ainda sofre os males desse preconceito: as pessoas com nanismo.

É fato que no Brasil atual a condição especial dessas pessoas recebe pouca atenção e conscientização, tanto na mídia como em politicas públicas governamentais. Além disso, as pessoas com nanismo são sempre apresentadas ao público de maneira caricatural e cômica, ridicularizando sua condição e fechando os olhos para os reais problemas vivenciados por elas. De acordo com a ONG Movimento Nanismo Brasil, as pessoas com nanismo sofrem com a falta de oportunidades de trabalho e com a falta de acessibilidade, o que dificulta a inclusão delas no mercado de trabalho e na vida social como um todo.

Outrossim, segundo o Conselho Federal de Medicina, o nanismo se caracteriza pela baixa estatura decorrente de condições genéticas. Apesar disso, segundo a mesma ONG supracitada, as pessoas com nanismo são tratadas de maneira infantilizada de tal forma que a ocupação delas em postos de trabalho é prejudicada. Assim sendo, a qualidade de vida dessas pessoas acaba por ser reduzida ao máximo devido a uma cultura de ridicularização e infatilização.

É necessário, portanto, que o Estado brasileiro, através do Congresso Nacional, elabore e promulgue leis que visem a conscientizar a população e erradicar o preconceito sofrido pelas pessoas com nanismo. Ademais, para tal fim, o Poder Público deve divulgar em órgãos de mídia o desrespeito que é perpretado contra essas pessoas diariamente para alcançar o maior número cidadãos, dado que essa minoria ainda vive à margem da sociedade, sendo impedida de ocupar postos de trabalho e de viver em um ambiente social mais acessível e incluso.