Combate ao preconceito contra as pessoas com nanismo
Enviada em 02/11/2024
O reality show americano “Os Pequenos Johnstons” mostra o cotidiano de uma família de pessoas com nanismo e os desafios que eles passam por terem essa deficiência. Essas dificuldades não são exclusivas a eles na televisão, mas também é de toda a população que tem nanismo na vida real. A grande fonte dos empecilhos que eles sofrem está no preconceito enraízado na sociedade que é baseiado no capacitismo e na falta de representatividade nas mídias.
A mentalidade capacitista, que consiste na crença que deficientes não são capazes de serem independentes, está muito presente na população. Então, por ser tão comum esse julgamento, menos locais têm a acessibilidade apropriada para que essas pessoas possam frequentar normalmente. Dessa forma, o despreparo das cidades cria um isolamento desses indivíduos, que pode ser considerado uma agressão, uma vez que, segundo o filosófo Pierre Bordieu, essa seria uma violência simbólica, ou seja, há uma relção de dominação entre o restante da sociedade diante aqueles com nanismo.
Além disso, a pouca presença de pessoas com nanismo nos grandes meios de comunicação, como a televisão e a internet, é um precussor do preconceito. Isso acontece, porque paradigmas sobre essa enfermidade continuam em circulação no imaginário, já que existe um desconhecimento a cerca de como realmente é vida de uma pessoa com nanismo, justamente pela falta de contato com essa pauta.
Portanto, o preconceito é um grande empecilho na vida de indivíduos com a deficiência,por isso ele deve ser combatido. Para isso, o Estado não ó deve melhora a acessibilidade de centros urbanos, mas também deve promover a conscientização da sociedade sobre o capacitismo, por meio de campanhas educativas, que informam que por trás da deficiência tem uma pessoa que deve ser valorizada, com o objetivo de crenças limitadoras definam a forma de vida desse grupo. . Desse modo, não só a qualidade de vida dos Johnstons e todos os brasileiros irá melhorar.