Combate ao preconceito contra as pessoas com nanismo

Enviada em 01/09/2024

Hoje, no Brasil, pouco se discute acerca das dificuldades enfrentadas por pessoas acometidas por nanismo. Dada a relevância da temática, convém aprofundar a discussão acerda dos empecilhos enfrentados por estas pessoas, sobretudo, o preconceito bem como a importância e as maneiras mais eficientes de combate-lo.

Sob esse viés analítico, impota dizer que desde 2004 o nanismo é reconhecido como deficiência, no entanto, somente em 2017 a lei 15472, que oficializa 25 de outubro como dia nacional de combate ao preconceito contra as pessoas com nanismo, foi sancionada. Isto deixa evidente a falta de interesse do poder público com a questão, pois oficializar uma data coloca a questão em evidência, assim a problemática não é esquecida e a devida atenção é dada. A morosidade com que foi oficializada demonstra claramente a negligência do poder público com a questão. Logo é notoria a culpabilidade estatal.

Além disso, é válido ressaltar que devido a sua raridade, indivíduos com nanismo foram tratados como pessoas caricaturizadas. Sejam em piadas nos programas de televisivos ou nas já saturadas piadas repetidas por gerações, é fato que a sociedade não os tratam com seriedade, os reduzindo em mera atração quase que folclorica tal cenário advém de um misto entre falta de empatia e bom senso que resultam nessa amalgama de desrespeito que os deixam com uma sensação de exclusão.

É evidente, portanto, a necessidade de uma maior ativação do poder público na elaboração de politicas públicas que promovam a inclusão e acessibilidade para estes individuos. Cabe as escolas a concientização acerca do nanismo e a necessidade de ser empatico com os portadores. Uma democracia envolve um modelo de estado que defenda seus cidadãos e garanta seus direitos constituicionais como o de ir e vir, promover o tratamento sem distinção para os cidadãos em sua totalidade nada mais é que garantir uma sociedade fraterna e igualitaria para todos.