Combate ao preconceito contra as pessoas com nanismo

Enviada em 23/08/2024

Durante a pandemia de 2020, a Pequena Lo, influenciadora e pessoa com deficiência (PCD), teve grande sucesso nas redes sociais por causa dos seus vídeos de humor, mas também por dar voz à questão da inclusão social. Entretanto, mesmo sendo um tópico muito debatido, há ainda uma grande presença de estigmas sociais contra essa parte da população brasileira. Dito isso, as duas principais medidas para combater o preconceito contra as pessoas com nanismo são a resolução da insuficiência legislativa e da desinformação pública.

Em primeira análise, a ineficácia das leis brasileiras para os indivíduos com nanismo favorece a permanência da segregação social. Nesse contexto, de acordo com o livro “O Cidadão de Papel” de Gilberto Dimenstein, no Brasil, a legislação mantém-se apenas no “papel” em vista da falha na sua execução no cotidiano. Dessa forma, embora esteja garantido constitucionalmente o direito de uma vida plena, acessível e de igualdade, a maior parte desses PCDs ainda sofre no dia a dia com a falta de acessibilidade e de tolerância em público, estando assim totalmente alheia da sociedade. Assim, a ausência da efetuação de políticas constitucionais, além de motivar o preconceito, interfere bastante na vida das minorias.

Em segunda análise, a supressão de informação acerca do nanismo, infelizmente, pode acarretar no desrespeito dessa parcela estigmatizada pela população brasileira. Nessa perspectiva, segundo o filófoso frânces Voltaire: “O preconceito é a opinião sem conhecimento”. Isso posto, pessoas com nanismo constantemente são vítimas de capacitismo, isto é, possuem suas habilidades subestimadas por aqueles que desconhecem sua situação. Logo, a alienação social sobre esses cidadãos é um forte fator na persistência da discriminação alheia.

Portanto, para que o combate ao preconceito contra as pessoas com nanismo seja solucionado, cabe ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania promover uma tomada de consciência coletiva, por meio de eventos públicos voltados à importância do tema, os quais esclareçam a vida desses PCDs. Dessa maneira, o objetivo será obter a devida garantia dos direitos minoritários e um maior conhecimento público acerca do nanismo. Como resultado, espera-se que a Pequena Lo sirva de exemplo para um Brasil mais inclusivo e mais empático.