Combate ao preconceito contra as pessoas com nanismo

Enviada em 24/08/2024

De acordo com a pensadora Djamila Ribeiro, o primeiro passo a ser tomado para solucionar uma questão é tirá-la da invisibilidade. Porém, no contexto atual do Brasil, as pessoas com nanismo enfrentam diversos preconceitos, que muitas vezes não são reconhecidos pela sociedade, gerando graves impactos em suas vidas. Nesse sentido, essa problemática ocorre em virtude da omissão governamental e da influência midiática.

Dessa forma, em primeiro plano, é preciso atentar para o descaso estatal em relação aos obstáculos enfrentados diariamente por esses indivíduos. Segundo John Locke, “as leis fizeram-se para os homens e não para as leis”. No entanto, a inércia governamental direcionada à tais pessoas não cumpre com o previsto na Carta Magna, visto que a falta de investimento em políticas públicas causa dificuldades no âmbito social - como a desvalorização no trabalho, preconceito e exclusão. Isso contribui para que suas necessidades sejam cada vez mais negligenciadas.

Além disso, a influência dos meios digitais é um fator agravante no que tange ao problema. Para Hanna Arente, o preconceito tem origem na banalidade e perpetuação de estereótipos. Essa conjuntura pode ser observada no papel que a mídia possui ao retratar de forma sarcásticas as pessoas com nanismo em programas de comédia, uma vez que ela auxilia no fortalecimento de uma mentalidade social de exclusão no país. Isso ocasionou o silenciamento dessa população, enraizando a lógica de estereótipos na sociedade. Diante do exposto, o nanismo perde a voz na busca por direitos sociaiso, ao ser propagada a ideia de que essa função lúdica é sua única.

Portanto, é necessário que esta situação seja dissolvida. Para isso, o governo, órgão responsável por garantir a condição e existência de todos, deve prover apoio psicológico e profissional às pessoas com nanismo, por meio de investimentos e pelo exercício das leis, a fim de sanar a vulnerabilidade socioeconômica existente no cotidiano desses grupos; também, por meios de comunicação, precisa combater a lógica de preconceito e estereótipos agregados a este grupo. Assim, será retirada do cenário de invisibilidade, como propõe Djamila.