Combate ao preconceito contra as pessoas com nanismo

Enviada em 02/10/2024

A popular história da “Branca de Neve e os 7 anões” é uma consolidação do misticismo em torno das pessoas de baixa estatura, naturalizando o preconceito e o crime de capacitismo contra pessoas com nanismo, em diversas esferas do tecido social. Dessa forma, fica evidente que a falta de inclusão dos deficientes, a exemplo, no ambiente escolar é consequência de uma sociedade preconceituosa que invisibiliza as pessoas com nanismo, o que deve ser debatido.

Em primeiro plano, a escola omissa em sua função de promover o respeito e inclusão contribui para a permanência do preconceito contra as pessoas com nanismo. Frente a isto, para o sociólogo Emile Durkeim, a escola é o mecanismo secundário de socialização, orientando o indivíduo a assumir valores essenciais de respeito e tolerância. Infere-se que a escola brasileira não é capaz de promover o respeito a diversidade, em virtude de ser um ambiente criador de estereótipos, levando as pessoas com nanismo a não se sentirem incluídas, o que limita sua existência. Dessa forma, a escola é um ambiente propagador de preconceitos e permite a invisibilização das questões da pessoa com nanismo.

Ademais, tal invisibilização social permite que o Estado negligencie os seus deveres para com as pessoas com deficiências. Esse cenário contrapõe-se com o decreto de 2004 que reconhece o nanismo como deficiência física, visto que o Estado não assegura os direitos desses indivíduos, evidenciando a invisibilização que esses cidadãos enfrentam, o que reforça os estereótipos impostos pela sociedade. Logo, o Estado se afasta de suas responsabilidades executivas, estas previstas pela lei, e abre espaço para a invisibilização desse grupo minoritário.

Portanto, tal falha na educação inclusiva gera uma sociedade indiferente quanto às necessidades das pessoas com nanismo. Desse modo, o Ministério da Educação, órgão federal responsável pelas políticas públicas educacionais, deve propor a inclusão de pessoas com nanismo, por meio de adaptações físicas no ambiente escolar, e palestras, a fim de mitigar os estereótipos vigentes. Assim como o Ministério da cidadania deve assegurar tais direitos, ofertando saúde, educação e direitos básicos adaptados às suas necessidades, a fim de minimizar a invisibilidade desses indivíduos. Em suma, se combaterá o preconceito enraizado.