Combate ao preconceito contra as pessoas com nanismo
Enviada em 26/08/2024
Desde 2017, foi sancionada a Lei 13.472, que estabelece 25 de outubro como “Dia Nacional de Combate ao Preconceito contra Pessoas com Nanismo”. Entretanto, essa parcela da população frequentemente é alvo de piadas e infantilização, dessa forma torna-se necessário o debate acerca do tema. Nesse contexto, é preciso compreender o papel da mídia na desconstrução da imagem acerca desses indivíduos e a importância da criação de políticas de inclusão para os cidadãos acometidos por esse distúrbio.
Primeiramente, não há dúvidas que os meios de comunicação, como a televisão, precisam assumir determinada responsabilidade com o que é televisionado. Sendo assim, é fundamental um trabalho de desconstrução do estereótipo criado para a comunidade com nanismo, que há tempos é ridicularizado por programas de TV. Por exemplo, o programa do Pânico na TV ou Pânico na Band, que usava essa minoria como alívio cômico e expondo essas pessoas a situações vergonhosas. Como consequência, a população com nanismo adquire uma imagem negativa, fortalecendo a discriminação desses cidadãos.
Ademais essa situação, pessoas com nanismo, em algum momento da vida, já se sentiram incapacitadas de usufruir do seu direito de ir e vir. Visto que determinadas atividades exigem uma altura mínima para serem realizadas. Nesse sentido, a criação de políticas que assegurem os direitos dessa parcela da população é essencial para combater o rechaço cometido pela sociedade. Seguindo tal lógica, o sociólogo alemão Nobert Elias, autor do livro “Os estabelecidos e os Outsiders”, propõe um debate acerca de um processo civilizatório no mundo, o qual busca estabelecer costumes e marginalizar os que não seguem. Portanto, pessoas com nanismo se tornam alvos e em virtude disso, é necessário a criação de projetos que busquem preservar os direitos desses homens e mulheres com nanismo.
Em virtude dos fatos mencionados, cabe ao Governo Federal, em conjunto com a mídia, elaborar políticas públicas que protejam a população com nanismo, a fim de combater o preconceito contra as pessoas com esse distúrbio, de modo que haja uma reformulação da maneira que a sociedade brasileira enxerga esses indivíduos.