Combate ao preconceito contra as pessoas com nanismo
Enviada em 28/08/2024
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um ou mais cidadãos se mobilizam para solucionar os problemas uns dos outros. No entanto, ao verificar o preconceito contra as pessoas com nanismo, ainda hoje, no Brasil, nota-se que os ideais de harmonia como os iluministas são tidos na teoria mas não desejavelmente na prática. Assim, fomentado pela ignorância do povo, também pela ineficácia governamental em popiciar o respeito, o preconceito segue intrínseco à realidade do país.
Precipuamente, nos impasses do preconceito contra os anões, é necessário que a população deixe de agir de maneira errada, pois é dever das pessoas respeitarem todos aqueles que constituem uma sociedade. Sob este prisma, o sociólogo Dukheim, em seus estudos sobre o fato social, demonstra que todas as pessoas são moldadas por fatores externos, causando impactos no caráter do indivíduo para toda a sua vida. De maneira análoga, o impacto do preconceito na vida das pessoas que possuem características díspares ao “padrão social” é deletério, levando as vítimas do preconceito a quadros de depressão e dificuldade de se aceitarem com suas peculiariedades. Por isso, é premente que corpo social aja respeitosamente uns com os outros, evitando atitudes peconceituosas.
Outrossim, o cenário de insuficiência do agir político para com as causas do preconceito contra as pessoas que possuem nanismo é fator principal para a continuidade deste erro. Dessa forma, como enunciado por Aristóteles, em seus estudos sobre a ética e a política, cabe ao governo possibilitar o equilíbrio no tecido social. Todavia, a realidade é diferente daquilo que o filósofo julgou ideal, e os brasileiros seguem praticando atitudes preconceituosas, tornando a sociedade intolerante e excludente, impossibilitando o bom convívio dos anões em sociedade.
Dito isto, urge que o governo federal, em parceria com as prefeituas locais, por meio de editais oficiais, promova a integração de vagas para anões em todos os departamentos públicos, destinando 5% das vagas ao grupo. Desse jeito, inseridos nos âmbitos de trabalho e tornando-os mais evidentes, as pessoas que possuem nanismo irão, gradualmente, conquistar maior respeito e poderão vivenciar, na prática, os direitos que todos os cidadãos possuem legalmente.