Combate ao preconceito contra as pessoas com nanismo

Enviada em 17/09/2024

Segundo Hannah Arendt, existe um conceito de banalidade do mal, onde indivíduos comuns conseguem cometer atos terríveis apenas porque foram mandados fazer, sem questionar. De forma paralela a essa teoria, tem-se a banalização de certos preconceitos na atualidade, como o ato contra pessoas com nanismo, em que é comum achar diversas piadas e conteúdos do tipo em redes sociais, como ocorre com a adolescente “Mc Divertida”. Esse tipo de preconceito pode acarretar em diversos problemas, como a opressão nas redes e danos à saude mental.

Primeiramente, como a própria Arendt defende, os seres humanos têm o direito a ter direitos, ou seja, é dever do Governo garantir que todos os residentes do país temham seus deveres garantidos. Porém, muitas vezes, por conta de difícil fiscalização e coisas do tipo, isso acaba não acontecendo. Nesse caso, principalmente em meios sociais, onde tudo é muito recente e a regulamentação ainda é complicada, muitos usuários se sentem no direito de cometer atos infracionais contra pessoas portadoras de alguma doença, como o nanismo; xingamentos e sátiras banais são um conteúdo fácil de se encontrar quando se procura algo sobre essas pessoas.

Diante do exposto, se torna inevitável, em muitos casos, os danos à saúde mental desses seres humanos. Uma vez que Descartes afirma que para um indivíduo exustir ele precisa pensar, mas outros fatores também são necessários, esse tipo de atitude está desfigurando a essência do ser dessas pessoas. Além de já possuírem várias dificuldades no dia a dia, como falta de acessibilidade, ainda devem lidar, lastimamente, com comentários desgastantes sobre sua condição, o que obviamente não deixa a mente intacta.

Portanto, urge-se a necessidade do Ministério da Saúde, órgão que admnistra a saúde no país, juntamente com o Ministério da Educação, criarem políticas mais defensivas acerca dessa parcela de população, como propor mais leis. Além de promover conhecimento para o povo, por meio de campanhas, palestras em escolas e locais públicos e entrega de panfletos informativos, com a finalidade de criar cidadãos mais conscientes e que saibam seus direitos e os do próximo.