Combate ao preconceito contra as pessoas com nanismo

Enviada em 29/08/2024

Recentemente, as redes sociais foram tomadas pela polêmica do uso de Inteligência Artificial no filme “Branca de Neve” para retratar personagens com nanismo. Nesse sentido, observa-se, na atualidade, a necessidade de combater o preconceito contra as pessoas com essa deficiência. Por isso, vale destacar a ineficácia estatal e a influência midiática como propulsionadores da mazela.

Com efeito, a falta de atuação do Governo Federal é um obstáculo ao enfrentamento de atitudes preconceituosas contra a deficiência supracitada. Sob essa ótica, Bauman utiliza a expressão “Instituição Zumbi” para caracterizar entidades que não cumprem o papel a elas atribuído. Dessa forma, as instituições governamentais são um exemplo do termo sociológico, visto que, apesar de terem o dever de garantir a inclusão de pessoas com nanismo, não o fazem. Isso ocorre, porque estes órgãos não cobram que empresas ofereçam oportunidades de emprego a esses indivíduos, tampouco criam políticas públicas de acessibilidade destes aos espaços populares. Assim, é necessário combater a negligência política.

Ademais, a mídia assume grande responsabilidade sobre o preconceito contra pessoas com nanismo. Isso porque, conforme o conceito de “Indústria Cultural”, de Horkheimer, os veículos de comunicação são agentes formadores da opinião da população. Desse modo, quando canais de televisão e sites online criam quadros que ridicularizam essa parcela da sociedade, fazem com que os cidadãos percebam indivíduos com nanismo de maneira preconceituosa, já que as produções normalizam brincadeiras e caricaturas relacionadas a eles. Portanto, esse cenário precisa ser revertido.

Em suma, é indispensável combater o preconceito contra pessoas com nanismo. Para isso, o Ministério da Cidadania, responsável por garantir a inclusão social, deve criar políticas de acessibilidade, por meio da assistência de especialistas na área que proponham intervenções eficazes, para promover o pertencimento de cidadãos com a deficiência. Em adição, as grandes mídias precisam desconstruir o imaginário popular relativo ao nanismo, o que pode ser feito pela disseminação de propagandas de conscientização, com o fito de minimizar a problemática. Somente assim, a mazela será solucionada.