Combate ao preconceito contra as pessoas com nanismo
Enviada em 18/09/2024
O mito da caverna, de Platão, descreve pessoas que se recusavam a observar a verdade em virtude do medo de abandonar sua zona de conforto. Fora da alusão, a realidade brasileira apresenta a mesma problemática no que concerne ao preconceito contra pessoas com nanismo. A respeito disso, torna-se evidente como causas o pensamento massificado, bem como a má influência midiática.
De início, é preciso atentar para a mentalidade de massa presente na questão. Sob esse prisma, segundo Michel Foucault, discursos hegemônicos prevalecem na sociedade moderna e exercem influência sobre o comportamento coletivo. Nesse sentido, no contexto nacional, a teoria encontra respaldo na perpetuação do discurso capacitista, que não considera pessoas com nanismo como cidadãos plenos. Tal ideologia afirma que indivíduos com nanismo não são capazes de exercer tarefas básicas do cotidiano, desconsiderando o papel da inclusão e acessibilidade para possibilitar essa parcela da população uma vida digna e contribui para a manutenção da estigmatização contra pessoas com nanismo. Dessa forma, esse discurso equivocado, disseminado por diversos meios, como a mídia e o núcleo familiar, deve ser objeto de questionamento pelo povo brasileiro.
Ademais, outra dificuldade enfrentada é a nefasta influência da mídia. De acordo com as ideias de Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. No entanto, constata-se que os veículos de comunicação, em vez de promoverem uma representatividade positiva, frequentemente apresentam personagens com nanismo estereotipados, por meio de filmes e séries, o que acarreta a discriminação constante contra sujeitos que possuem nanismo. Dessa maneira, a mídia atua como um complexo obstáculo para superar o problema no país.
Logo, é evidente que tais entraves precisam ser solucionados. Para tanto, é necessário que as prefeituras promovam a criação de oficinas educativas nas escolas, que podem ser estruturadas por meio de atividades práticas, como dinâmicas e dramatizações, além de palestras proferidas por sociólogos que orientem os jovens e suas famílias sobre o combate ao preconceito contra pessoas com nanismo no Brasil, a fim de efetivar a elucidação da população sobre o tema.