Combate ao preconceito contra as pessoas com nanismo
Enviada em 16/10/2024
Segundo o Artigo 88 da Lei Brasileira de Inclusão da pessoa com deficiência, o capacitismo - atos preconceituosos contra pessoas deficientes - é considerado crime. Hodiernamente, indivíduos que possuem nanismo, o qual é considerado como deficiência física, ainda precisam lutar pelo combate ao preconceito e pela maior equanimidade nas relações sociais. Isso ocorre tanto pelo papel midiático, quanto pelos estereótipos histórico-culturais.
Sob esse viés, a falta de dados sobre a população com nanismo permite caracterizar como falha a inclusão social feita pela mídia. Nessa ótica, ao não divulgar informes que permitem o acompanhamento do crescimento da parte da nação brasileira com a deficiência física, esses cidadãos se tornam invisíveis diante da sociedade, o que permite a impunibilidade de práticas hostis. De acordo com o Correio Braziliense, em tentativa de levantamento em 2023, houve a incapacidade de consulta a notícias estatísticas sobre os brasileiros acondroplásicos, o que tornou difícil a divulgação da sua pauta. Logo, a mídia deve se atentar ao seu papel social e , então, em associação com órgãos de pesquisa, tornar democrático o acesso aos dados sobre o nanismo no Brasil, permitindo a sua devida valorização.
Ademais, práticas e associações discriminates, como o uso do termo “anão”, carregam consigo estereótipos prejudiciais aos indivíduos de baixa estatura. Nesse ponto, a combinação histórica-cultural do nanismo como algo cômico ou irônico, junto à realização de piadas e de infantilização, impede que os desafios vividos pelos brasileiros acondroplásicos, como a falta de acessibilidade e de respeito, sejam lembrados e discutidos com a devida atenção. Exemplificando as associações discriminantes, na Europa Feudal, pessoas com nanismo atuavam como bobos da corte nos castelos da nobreza. Desse modo, para erradicar esse bullying enraizado, o Governo deve realizar programas de conscientização, incentivando a inclusão desses indivíduos desde o ambiente escolar.
Urge, pois, que o Estado, junto a órgãos de pesquisa e escolas - espaço de formação do cidadão- crie políticas públicas, por meio de incentivos fiscais e de programas inclusivas, com o objetivo de promover levantamentos de dados e a devida adaptabilidade, visibilidade e respeito para a população com nanismo.