Combate ao preconceito contra as pessoas com nanismo
Enviada em 15/12/2024
A Constituição brasileira de 1988 prevê, em seu artigo quinto, o direito à igualidade. No entanto, esse direito vem sendo violado para a parcela da população que é portadora de nanismo. Uma vez que, essas pessoas vem sofrendo com ataques preconceituosos, de forma recorrente em seu cotidiano. Por isso, deve-se analizar como a indústria de entretenimento e o capacitismo estrutural impulsionam a problemática.
Em uma primeira observação, é preciso ressaltar como o núcleo de divertimento influencia na manutenção da questão. Visto que, atualmente existem diversas empresas que oferecem a possibilidade de contratar pessoas que portam nanismo para eventos, como nos casos em que esses saem de dentro de bolos, sirvam tequila e etc. Diante disso, torna-se explícito como o esse ambito atua ridicularizando esses portadores, de maneira que os em posição semelhante a de palhaço.
Ademais, é importante destacar como o preconceito enraízado na sociedade contemporânea atua como barreira para sanar o problema. Na telenovela “Do outro lado do paraíso”, a Stella, que é portadora de nanismo, é escondida da sociedade pela própria mãe, que faz isso por ter vergonha da filha. E no decorrer da trama, insulta a filha diversas vezes a chamndo de monstro. Fora ficção, o preconceito com pessoas que têm nanismo ocorre, muitas vezes, dentro da família daquele invíduo. O que dificulta, ainda mais, o combate ao capacitismo.
Perante o exposto, é dever do Poder Legislativo criar leis que punam severamente todos os indivíduos ou empresas que discriminem pessoas que portam nanismo. Ou que propaguem ideias preconceituosas, para que dessa forma o índice de discriminação reduzido e a prática de violação do direito constitucional seja combatido com eficácia.