Combate ao preconceito contra as pessoas com nanismo
Enviada em 21/04/2025
No filme “O Rei do Circo”, é contada a história da origem do circo, cuja primeira iniciativa foi reunir pessoas que, na época, eram consideradas “aberrações”, como mulheres barbudas, pessoas extremamente altas ou muito baixas — condição que hoje reconhecemos como nanismo. Atualmente, estes indivíduos ainda enfrentam diversos tipos de preconceito, que precisam ser combatidos. No entanto, esse combate só será possível quando lidarmos com dois pilares fundamentais que trazem tal dificuldade: as raízes históricas desse preconceito, que carregam consigo o silenciamento das vozes dessas pessoas ao longo do tempo.
É indubitável que as raízes históricas do preconceito contra pessoas com nanismo estão fortemente ligadas ao modo como essas pessoas foram tratadas ao longo dos séculos, especialmente em contextos de entretenimento, como no surgimento dos circos. Durante muito tempo, indivíduos com características físicas fora do padrão foram expostos como atrações exóticas e tratados como objetos de curiosidade, e não como seres humanos com dignidade e direitos.
Diante desse cenário, essa visão distorcida se perpetuou na cultura e na sociedade, dificultando a construção de uma imagem respeitosa e igualitária sob as pessoas com nanismo, fazendo-os se sentirem silenciados, por todos dizerem que são incomuns e não se sentirem com os mesmos Direitos Humanos que os demais. Essa falta de representatividade e de escuta reforça a marginalização, impedindo que suas experiências e reivindicações ganhem visibilidade. Porém, em 2017, foi criada a Lei 13.472, a qual estabelece dia 25 de outubro como Dia Nacional do Combate ao Preconceito contra as Pessoas com Nanismo; sendo assim, uma pequena iniciativa para trazer voz aos silenciados.
Dito isso, é dever da Mídia e do Ministério dos Direitos Humanos criarem campanhas de conscientização, por meio de divulgações nas redes sociais, com foco na valorização da estatura baixa e no combate das estigmas históricas, para assim, as pessoas com nanismo não ganharem apenas liberdade para falarem, mas também para construirmos uma sociedade mais justa e igualitária.