Combate ao preconceito contra as pessoas com nanismo
Enviada em 28/04/2025
No filme “O Rei do Circo”, é contada a história da origem do circo, cuja primeira iniciativa foi reunir pessoas que, na época, eram consideradas “aberrações”, como mulheres barbudas, pessoas extremamente altas ou muito baixas — condição que hoje reconhecemos como nanismo. Atualmente, estes indivíduos ainda enfrentam diversos tipos de preconceito, que precisam ser combatidos. No entanto, esse combate só será possível quando lidarmos com dois pilares fundamentais que trazem tal dificuldade: as raízes históricas desse preconceito, que carregam consigo o silenciamento das vozes dessas pessoas ao longo do tempo.
É indubitável que as raízes históricas do preconceito contra pessoas com nanismo estão fortemente ligadas ao modo como essas pessoas foram tratadas ao longo dos séculos, especialmente em contextos de entretenimento, como no surgimento dos circos. Dito isso, é perceptível que indivíduos com características físicas fora do padrão foram expostos como atrações exóticas e raras. Os mesmos devem ser tratados como seres humanos com dignidade e direitos.
Diante desse cenário, a falta de representatividade e de escuta impede que as experiências e reivindicações realizadas por esse grupo ganhem visibilidade. Essa visão distorcida se perpetuou na cultura e na sociedade, dificultando a construção de uma imagem respeitosa e igualitária sob as pessoas com nanismo, fazendo-os se sentirem silenciados. Dito isso, mesmo com a criação de leis, como a Lei 13.472, a qual estabelece dia 25 de outubro como Dia Nacional do Combate ao Preconceito Contra as Pessoas com Nanismo, esse grupo ainda não se sente incluso na sociedade.
Em suma, é dever da Mídia e do Ministério dos Direitos Humanos criarem campanhas de conscientização, por meio de plataformas virtuais, com foco na valorização da estatura baixa e no combate das estigmas históricas, assim, as pessoas com nanismo não ganharem apenas liberdade para falarem, mas também para construirmos uma sociedade mais justa e igualitária.