Combate ao preconceito contra as pessoas com nanismo
Enviada em 19/05/2025
Em seus estudos na área da Análise do Discurso, Foucault constatou que alguns
assuntos recebem mais visibilidade na sociedade em detrimento de outros. Nesse sentido, ao tomar como base a teoria sobredita, verifica-se sua coerência ao relacioná-la ao combate ao preconceito contra as pessoas com nanismo, pois essa questão merece maior destaque na sociedade brasileira. Dessa forma, tem-se um contexto passivo de resolução, o qual é motivado pela postura estatal negligente e pela visão estigmatizada.
Nesse contexto, é importante pontuar o dever da máquina pública na garantia de direitos ao cidadão. Segundo o sociólogo Sérgio Buarque de Holanda, o brasileiro é, desde a colonização, marcado por um individualismo exacerbado que o leva a se apropriar do público para fins particulares. Essa característica contribui para que muitos políticos pouco ajam para entender os anseios do povo, como a acessibilidade de tupiniquins com nanismo. Dessa forma, há uma reduzida atuação do Estado em busca da democratização dessa forma de tratamento. Há falhas nos serviços públicos para atender essa parcela da populaçao, como em hospitais e transporte público. Assim, infelizmente, a lesiva inércia pública fortalece o aumento do problema no Brasil.
Ademais, os entraves acerca da figura caricaturizada sintetizam outro desafio a ser sanado com urgência. Sob a perspectiva da escritora Marina Colassanti na crônica “Eu sei, mas não devia”, a sociedade moderna banaliza os seus problemas sociais. Diante desse cenário, o corpo social inferioriza essa população com seus mecanismos de produção como na história infantil ‘‘A Branca de Neve e os Sete Anões’’. Dessa forma, é inadmissível que parte da população persista alienada, visto que os indivíduos se tornam cada vez mais vulneráveis.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Dessarte, a fim de desenvolver empatia para com esses indivíduos, cabe ao Poder Executivo Federal, mais especificamente ao Ministério das Comunicações, realizar entrevistas com esses cidadãos. Tal ação deverá ocorrer por meio dos canais oficiais do governo. Somente assim, com a conjuntura de tais ações, os anseios do coletivo serão anteferidos pelos estadistas e as ideias de Buarque serão superadas.