Como a inovação tecnológica pode impulsionar o acesso à energia limpa, confiável, sustentável e renovável para as populações vulneráveis
Enviada em 07/10/2025
Na obra “Walden Two”, do psicólogo Skinner, é retratada uma sociedade ideal planejada com base em princípios do comportamento humano, visando o bem-estar, a cooperação e a felicidade coletiva. No entanto, na realidade atual, observa-se o oposto desse ideal, uma vez que ainda existe desigualdade no acesso à energia, especialmente entre populações vulneráveis. Isso evidencia que, para que a inovação tecnológica possa impulsionar efetivamente o acesso à energia limpa, confiável, sustentável e renovável para todos é imprescindível entender os fatores tecnológicos e econômicos que dificultam esse avanço.
Em primeiro plano, é necessário reconhecer que o quadro da falta de acesso nessas populações é oriundo da falta de pesquisas de tecnologias adaptáveis a regiões remotas. Nesse sentido, uma pesquisa do IBGE sobre acesso à energia de populações em florestas densas demonstra que em 37% dos casos, o acesso é inexistente por consequência da ampla dificuldade de instalação. Isso se dá devido à instabilidade do terreno e aos elevados custos que as instalações podem implicar. Como resultado, as empresas tendem a evitar investir em pesquisas, já que os altos gastos tornam as implementações não viáveis economicamente.
Além disso, não existem regulações governamentais para garantir custo reduzido que auxiliem o acesso à energia. Esse quadro se dá por conta da visão focada em lucro dessas empresas, fruto do capitalismo. Os responsáveis pela distribuição da energia se aproveitam da falta de regulação de valores para obter lucro com a situação das pessoas que vivem em estado de vulnerabilidade. Como consequência, elas têm seu acesso à energia dificultado, mesmo com instalações por perto.
Portanto, torna-se evidente que, para garantir o impulsionamento da energia limpa em populações vulneráveis de forma concreta, cabe à Agência Nacional de Energia Elétrica trazer inovações sobre produção de energia limpa implementáveis em regiões remotas por meio de pesquisas sobre terrenos variados, a fim de garantir uma implementação segura; e ao órgão responsável, regular valores para a energia. Com tais medidas, espera-se que a sociedade brasileira se assemelhe ao modelo idealizado por Skinner.