Como a inovação tecnológica pode impulsionar o acesso à energia limpa, confiável, sustentável e renovável para as populações vulneráveis

Enviada em 12/05/2025

Em meados do século XVII teve início a primeira revolução industrial, tendo como uma de suas principais características grandes migrações do campo para as cidades, e durante todo esse período a busca por fontes de energia e combustíveis sempre foi algo evidente. Do óleo de baleia na primeira revolução industrial ao petróleo na segunda, ainda quê não sustentáveis, avanços desse tipo só se tornaram viáveis por serem acessíveis as grandes massas , proporcionando assim a elevação da qualidade de vida da população.

Grandes inovações tecnológicas só tornam-se evidentes quando atingem as massas, um grande exemplo disso está na transição do petróleo para a eletricidade como principal fonte de energia doméstica a partir de 1950, quando passou a ser minimamente acessível. Compreende-se então, que para haver grande impacto ambiental as questões sociais também devem ser consideradas, pois se as massas não poderem consumir tais inovações, estas mesmas serão inúteis pois não causarão impacto significativo para a proteção do meio ambiente.

Criado em 2003, o programa luz para todos demonstra na prática os efeitos positivos de disponibilizar energia elétrica as comunidades mais vulneráveis, um exemplo disso são as populações rurais e ribeirinhos, que passaram a ter acesso a eletrodomésticos e a escolas durante o período noturno, além de proporcionar maior pujança econômica ao viabilizar a abertura de pequenos negócios.

Por melhores que sejam, todas essas inovações têm seus efeitos colaterais, as usinas hidrelétricas alagam áreas e provocam alterações nos fluxos dos rios, a energia solar pode gerar desmatamentos para a instalação de painéis, com todos estes problemas em vista, cabe ao Estado tomar providências.

Tendo como objetivo a prevenção de acidentes e a prestação de serviços a sociedade, o Estado por meio de intervenções locais deveria aumentar as forças de fiscalização para evitar acidentes, e por meios legais elaborar um plano nacional de transição e transmissão energética para todo o território a fim de elevar a qualidade de vida e o bem estar social.