Como a inovação tecnológica pode impulsionar o acesso à energia limpa, confiável, sustentável e renovável para as populações vulneráveis
Enviada em 20/05/2025
Na obra 1984, o autor George Orwell escreve sobre uma grande distopia, na qual aborda um grupo de pessoas chamadas de “proletas” -as quais vivem totalmente à margem da sociedade, sem qualquer acesso à tecnologias atuais. Tal realidade de exclusão social não se limita apenas a ficção, o Brasil também enfrenta problemas em relação a plena integração de energias renováveis para as populações vulneráveis. Essa problemática surge em virtude do silenciamento social e do descaso estatal.
Nesse sentido, em primeira análise, o silenciamento da população acerca da ausência do acesso universal de energia limpa é um entrave na superação do tema. A esse respeito, a filósofa brasileira Djamila Ribeiro defende que para atuar numa situação deve-se antes de tudo, tirá-la da invisibilidade. Entretanto, não observa-se tal comportamento na sociedade brasileira, a qual não discute sobre os danos do uso de energias combustíveis em detrimento da energia renovável, corroborando para a invisibilidade da problemática e sua perpetuação. E assim, a longo prazo formam-se cidadãos ignorantes em relação à questões ambientais e um país fadado ao fracasso tecnológico.
Além disso, a negligência estatal é outro fator agravante na exclusão da grande parcela de pessoas pobres ao acesso à energia sustentável. À vista disso, o filósofo polonês Zygmount Bauman define as instituições zumbi como sendo: instituições que embora mantenham a forma e a existência, perderam a sua função social original, tornando-se ineficazes. Assim como o governo brasileiro, o qual não cumpre o seu papel de investir em inovações para viabilizar o acesso às energias limpas, deixando grande parte da população atrasada social e tecnologicamente.
Portanto, é indispensável intervir na questão do acesso às energias renováveis. Para isso, o governo -conjunto de órgãos e pessoas responsáveis pela administração e execução das políticas públicas do país- deve, por meio de verbas públicas, elaborar programas sociais de incorporação da energia limpa para pessoas vulneráveis economicamente, com o objetivo de garantir o acesso às energias limpas e renováveis. Para, que dessa forma, o Brasil possa superar essa realidade de exclusão e oferecer o acesso às energias renováveis para todos.