Como a inovação tecnológica pode impulsionar o acesso à energia limpa, confiável, sustentável e renovável para as populações vulneráveis
Enviada em 07/05/2025
A frase “Ordem e Progresso”, escrita na bandeira do Brasil, foi inspirada no ideal de um país justo e equilibrado, como defendia o filósofo positivista Raimundo Teixeira Mendes. No entanto, ao observar a realidade atual, percebe-se que esse lema está longe de se concretizar. Questões como a desigualdade no acesso à energia limpa escancaram o contraste entre o que se imaginava como progresso e o que se vive na prática, comprometendo direitos básicos e a dignidade de muitos brasileiros. Diante disso, torna-se necessário discutir os principais fatores que mantêm esse cenário, como a negligência governamental e a ausência de debates críticos.
Em primeiro lugar, é válido mencionar a obra O Cidadão de Papel, de Gilberto Dimenstein, que denuncia como muitos brasileiros possuem direitos garantidos apenas no papel, sem efetivação prática. Esse cenário se agrava diante da exclusão de populações vulneráveis do acesso à energia limpa, evidenciando a omissão do Estado frente às suas obrigações constitucionais. Além disso, a ausência de políticas públicas eficazes que incentivem o uso de tecnologias sustentáveis em regiões periféricas contribui para a perpetuação de desigualdades estruturais, impedindo o acesso equitativo a direitos básicos como educação, saúde e bem-estar.
Ademais, segundo a filósofa Djamila Ribeiro, o primeiro passo para solucionar um problema social é tirá-lo da invisibilidade. Entretanto, no caso da inovação tecnológica como ferramenta para garantir energia sustentável às populações mais pobres, percebe-se que o tema ainda é tratado com descaso ou é pouco discutido de forma crítica na mídia e nos espaços institucionais. Isso dificulta a conscientização social e a mobilização coletiva, o que, por sua vez, mantém o problema em um ciclo de negligência e invisibilidade.