Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos

Enviada em 11/02/2020

“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”, nesse verso do poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrade, publicado em 1928 na Revista Antropofagia, é enfatizado os obstáculos que os indivíduos encontram nos ciclos sociais da vida. Nesse viés, no cenário pós-moderno do Brasil, os problemas gerados pela maneira distorcida que as mídias transmitem as notícias de natureza violenta, gera no corpo social a possibilidade de usar a justiça popular como forma de punição.

Antes de mais nada, é preciso identificar o poder das mídias no contexto social globalizado. As ferramentas da internet, bem como os veículos de informação, corroboram para a implantação de ideias e a sua propagação nas massas. No que se refere aos noticiários e telejornais, existem no meio das explicações e abordagem dos temas a pessoalidade do interlocutor, nota-se também a exaltação da violência e valorização de conteúdos em que a justiça com as próprias mãos é mostrada como correta. Esses elementos embasaram Adolf Hitler, utilizando as mídias da época, a ganhar apoio do público alemão na Segunda Guerra Mundial.

Além disso, para o Sociólogo Émile Durkheim, no seu trabalho “Fato Social”, o indivíduo só poderá agir na medida em que aprender a conhecer o contexto em que está inserido, a saber quais são a suas origens e as condições de que depende. Em paralelo do trecho com a realidade tratada, as mensagens repassadas de modo errôneo, cria no telespectador a sensação de apoio para usar a violência no cotidiano e o despreparo para viver em um tecido social harmônico e amparado por leis.

Dessarte, urge que o Ministério da Educação e Cultura (MEC), em parceria com as instituições de ensino, a citar escolas e universidades,  deve agir para orientar as comunidades a não aderir o uso da agressão como maneira de fazer justiça. Logo, é necessário que essa ação seja feita por meio de rodas de discussão, palestras e dinâmicas no ambiente estudantil, além de divulgar campanhas nas redes virtuais que sejam claras para o tecido social, com o intuito de mostram as maneiras de denúncia à entidades especializadas e as leis que protegem a população. Somente assim, poderá os brasileiros retirar mais uma pedra do caminho e progredir.