Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 12/02/2020
O filósofo grego Aristóteles,o prussiano Immanuel Kant e o britânico Jeremy Bentham,todos eles têm algo em comum:dissertaram sobre a ética,condutas universais do homem para que se tenha uma boa convivência social de maneira plena,em suas premissas e obras.No entanto,essas regras vêm sendo constantemente quebradas,como é o caso da mídia em incitar a violência explícita para a sociedade,o que pode gerar a justiça com as próprias mão.Dessa maneira,é necessário apontar dois pontos nessa temática:o pós e o contra do jornalismo e as suas consequências frente aos cidadãos.
A princípio,vale ressaltar que existe uma dualidade nesse paradigma.Acerca disso,segundo Kant em uma história,mesmo que ela tenha grande parte de acontecimentos favoráveis,haverá outra prerrogativa desfavorável.A partir dessa ótica,é perceptível que a mídia ela é importante na estrutura social,uma vez que ela tem o papel de informar e até mesmo conectar o Estado com os indivíduos.Por outro lado,quando envolve a relação entre a mídia e as os mais jovens,torna-se algo mais delicado,pois eles são mais suscetíveis a percepções externas e não haver ainda a consolidação do senso crítico de maneira sólida,o que pode influenciar na incitação da violência.Logo,é necessário haver um equilíbrio da exposição deles com cenas mais impactantes ou traumáticas a partir do monitoramento dos pais.
Outrossim,cabe salientar o modo como a hostilidade é retratada para a esfera pública.Nesse sentido,conforme Hannah Arendt,filósofa alemã,a banalidade do mal seria a naturalização dessa constante brutalidade humana retratada no cotidiano pelos portais midiáticos.Contudo,enquanto uns ficam inertes a essas ações anti-éticas,outros preferem se mobilizar e praticar atos em prol da isonomia civil.Sendo assim, uma prova dessa realidade seria o retratado pelo portal “G1” de notícias,em que um rapaz atropelou o assaltante como uma forma de justiça individual.Fica claro,por conseguinte,que mesmo o poder estatal com sua soberania,não consegue estabilizar esse sentimento de fúria social.
Infere-se,portanto,que sejam tomadas medidas para atenuar esse impasse.Para que isso ocorra,o Ministério da Educação,em parceria com faculdades e escolas públicas e particulares, deve haver medidas ,a curto e a longo prazo, como debates nesses espaços e a distribuição de cartilhas informativas em praças, shoppings, em locais com grande fluxo de pessoas, de como os pais possam agir para que seus filhos não sejam influenciados a serem violentos.O que será tangível ,por meio da colaboração do setor público-privado,o qual auxiliaria no capital e a os meios de comunicação, elas terão a função de transmitir esses eventos em rede nacional,em canais abertos e fechados, em em horário nobre, com a participação dos representantes do Ministério em destaque, além de sociólogos, filósofos e pedagogos.Espera-se,com isso,que os brasileiros possam ter mais análise crítica e saber que a visualização e o consumo dessas imagens podem transformar a personalidade de uma pessoa.