Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 21/02/2020
Na Mesopotâmia,século I a.c.,existia o Código de Hamurábi.Esse conjunto de leis,tinha como punição ,dependendo do crimes,á morte ou amputação de membros.Atualmente,a grande maioria dos países,não possuem sistemas parecidos,entretanto,as mídias incitam o povo á cometerem “justiças semelhantes”.Nesse contexto, o Brasil encontra-se em estado análogo, em decorrência da falta de senso coletivo e por questões de prejulgamento.
Em primeiro lugar,valer ressaltar o individualismo presente na sociedade.A maior parte dos programas policiais ,que induzem as pessoas á buscar vingança, estão apenas interessados, em ter audiência, para vender os produtos anunciados. Zygmunt Bauman, sociólogo polonês,dizia que: “com a sociedade de consumo deixamos de pensar em termos coletivos e pensamos no individual”.Portanto, o interesse pessoal em lucrar, motiva situações que geram violência e prejudicam terceiros.
Ademais,os preconceitos enraizados,decorrentes de motivo como a escravidão,na população brasileira,aliados ao anonimato da internet, também incita a justiça com as “próprias mãos”.Haja vista,a quantidade de brigas,agendadas e motivadas,nas redes sociais.Segundo a Polícia Militar de São Paulo,na última década, mais de 20 mortes,envolvendo torcida organizada,foram promovidas nas mídias digitais.Assim, o desrespeito com as diferenças possuem uma arma importante que precisa ser enfrentada.
Por fim,fica evidente o problema enfrentado pela população e a necessidade de resolvê-lo.Logo,cabe ao Ministério Público,em parceria com os meios de comunicação,propor campanhas educativas que conscientizem os formadores de opinião,em todas as mídias,sobre as consequências de seus julgamentos e a importância de mudá-los.Outrossim, o Ministério da Justiça deve punir os infratores que utilizam as redes sociais para promover violência, além de , junto com as policias, realizar palestras nas escolas ,para ajudar os jovens á lidar com situações que possam despertar o interesse de vingança e não de justiça.