Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 13/02/2020
Na concepção do livro 1984 de George Orwell, as pessoas são dominadas pela ideologia dominante, ou seja, pelo poder do convencimento. Diante disso, é possível compreender como a mídia pode incitar a violência com as próprias mãos, na medida em que os aparelhos midiáticos dispersam informações com finalidades especificas. Nesse sentido, perceber a capacidade alienatória dos meios informacionais e entender a veracidade das notícias é indispensável.
Durante o Governo Vargas, especificamente em 1935, surgiu a hora do Brasil, programa criado para popularizar o então presidente, o qual obteve êxito. Em conformidade a isso, a atuação da mídia nas decisões políticas e sociais é acentuada e preocupante tendo em vista que este meio forma opiniões diversas e, de acordo com o objetivo do emissor, pode fomentar no indivíduo a ideia de “justiceiro”, o que é considerado crime pela legislação brasileira. Demonstra-se, com isso, que a alienação causada midiaticamente é um entrave à população, haja vista que a “massa” violenta, fisicamente ou psicologicamente, aqueles que pensam diferente.
Outrossim, na perspectiva filosófica de Rousseau, o homem é bom por natureza, mas a sociedade o corrompe. Nesse contexto, é viável assimilar a ideia de agente modificador às mídias sociais, visto que a constante circulação de notícias, verídicas ou não, adultera o pensamento primário do usuário e o transforma num componente do “rebanho”, como por exemplo, grupos de torcidas organizadas, um dos principais assuntos da violência no futebol. Destarte, a atuação de grupos extremistas caracteriza uma forma de violência midiática, já que tal meio é o precursor das incitações.
Em suma, é imperioso que o Governo Federal, a partir do Ministério da Educação, enfatize a importância da criticidade aos jovens, por meio de palestras em locais públicos, como praças ou centros culturais, sobre as consequências da alienação, a fim de formar cidadãos críticos e presentes nas decisões publicas. Só assim será possível uma redução do poder de convencimento da mídia, além de engajar os indivíduos na vida política.