Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos
Enviada em 15/02/2020
“A violência é sempre terrível mesmo quando a causa é justa”. Na máxima de Friedrich Schiller, observa-se que a violência é uma das últimas opções, mesmo quando necessária, é considerada abominável. Contudo, a disseminação dela e de discursos de ódio nas mídias sociais é feita de forma intensa, que culmina na formação de grupos, os quais tem como principal objetivo, normalmente, realizar atos de repressão violenta contra a criminalidade.
Segundo o conceito de " Habbitus" do sociólogo Pierre Bourdieu, as visões sociais são determinados pela mídia. Dessa forma, a propagação desse pensamentos, nos quais retribuir violência com agressividade, são feitos por pessoas com demasiada influência na sociedade, apresentam uma maior concessão pública. Nas eleições de 2018, o candidato Jair Bolsonaro, utilizou-se da insatisfação popular mediante a crise da segurança pública para promover sua campanha, que propunha promover maior acessibilidade ao porte e o uso das armas para defesa pessoal.
Ademais, casos de grupos onde os civis são representantes da repressão da criminalidade é algo comum a realidade de muitos estados brasileiros, principalmente, no Rio de Janeiro, conhecidos como milicianos. Entretanto, tais grupos possuem, comumente, diversos preconceitos e esteriótipos, desse modo, a parte da população marginalizada fica mais suscetível a ataques, diversas vezes, injustos.
Portanto, são necessárias medidas para resolver tais impasses. Por conseguinte, O Ministério Público deve agir em conjunto com o Ministério da Justiça para elaboração de leis, nas quais aqueles que fazem justiça com as próprias mãos sejam punidos e a promoção de campanhas, apresentadas pela mídia. Com o fito de reduzir as taxas de violência dentro das cidades.