Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos

Enviada em 15/02/2020

Já dizia Nicolau Maquiavel: “os meios justificam os fins”. O filósofo satirizava sua própria afirmação, pois de acordo com ele, alguns caminhos, para conseguir o que quer, deveriam ser dispensados  evitando futuras ameaças. A mídia tem como principal objetivo a alta audiência, logo, infelizmente, assuntos sobre violência são abordados influenciando aos telespectadores, de forma direta, tomarem decisões com as próprias mãos.

Em primeira análise, a série “O Justiceiro”, relata a história de um personagem que perdeu a família em um tiroteio. Deste modo, seu desejo de vingança nasce contra os culpados resultando na tortura de cada um. Portanto, jornais, revistas e programas de televisão, majoritariamente, divulgam casos semelhantes  ao seriado (como agressões a professores nas escolas, mortes provocadas internamente em famílias e até mesmo suicídio) no cotidiano informativo alienando o público ao ato.

Por conseguinte, George Orwell, diz: “a massa mantém a marca, a marca mantém a mídia e a mídia controla a massa”. Como crítica a sociedade, o escritor concretiza as ações informativas e defende a ideia de que a violência, também é fruto das informações desnecessárias abordada pelos meios de informação. Por isso, medidas são precisas para evitar o ato de alienação e o as barbaridades criadas por elas.

Destarte, objetivando a decadência do número de “justiceiros” criados pelos noticiários, é mister que o Ministério da Justiça estimule leis que proíbam o ciclo de notícias que incitam as agressões. Para isso deverá fiscalizar os jornais e programas, assim, cancelando aqueles que não seguirem as normas. Feito o proposto é esperada a diminuição dos tipos de noticiários divulgados.