Como a mídia pode incitar a violência e a justiça com as próprias mãos

Enviada em 15/02/2020

Promulgada pela ONU (Organização das Nações Unidas), em 1948, a Declaração Nacional dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito a educação e ao bem estar social. De maneira análoga, na obra ‘’ Utopia “, o escritor o escritor inglês Thomas More, se destacou no campo literário ao narrar uma sociedade coesa e equitativa, ausente de conflitos sociais. Não obstante, no Brasil, observa-se ao contrário, um exemplo é a influência midiática na vida do adolescente, que tem como alicerce não somente a falta de atenção dos responsáveis, mas também os conteúdos assistidos pelos jovens. Sob esse aspecto, convém analisar as principais causas e consequências do problema em questão.

A priori, vale destacar que a Educação é o principal fator no desenvolvimento de um país. Hodiernamente ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que possuímos um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado está sendo refletido claramente na tela apresentada no momento de lazer das crianças, que acaba proporcionando o crescimento de acordo com aquilo que lhe reflete, muita das vezes - suscetíveis a violência. Nessa perspectiva, conforme jornalista e dramaturgo Irlandês, George Bernard, é impossível progredir sem mudanças, ou seja, o Brasil precisa colocar em pauta essa situação social que prejudica tanto no desenvolvimento da criança, quanto na sua evolução.

Ademais, a falta de políticas públicas como impulsionador do problema. Embora essa cultura esteja enraizada em vários aspectos da sociedade, ela é mutável e está em constante construção. Segundo Paulo Freire, “se a educação não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”, de forma que ao introduzirmos novas regras de comportamento possamos mudar essa construção cultural, fazendo com que se modifique em função da educação e para a população”. Diante de tal cenário, consoante aos pensamentos do filósofo Friedrich Hegel, o Estado deve proteger seus ‘’filhos’’. Entretanto, precisa investir em medidas que aborde o assunto em questão.

Urge, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um mundo melhor. Para isso, cabe ao Estado, em conjunto com o Ministério da Educação, principal regência que ergue esse setor, investir em profissionais que dialogue com os adolescentes sobre suas atividades no momento de lazer, como também a criação de palestras com os pais e responsáveis, fomentando a importância na participação e no entretenimento dos jovens, através de verbas governamentais, a fim de proporcionar o distanciamento de canais inadequados. Assim, será possível voltar a utopia e finalmente o Estado poderá proteger os seus filhos como propôs Hegel, para que sejam impasses resolvidos e a sociedade se transforme.